PSDB anuncia medida judicial contra suspeitos de agressão a Serra

Para o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), objetivo é atribuir a Lula quaisquer incidentes que venham a acontecer

Nara Alves, iG São Paulo |

A coligação que apoia o candidato do PSDB à Presidência, José Serra , anunciou na tarde desta sexta-feira que entrará ainda hoje com uma ação judicial contra dois manifestantes que teriam participado da ação que culminou na agressão ao candidato tucano com uma bolinha de papel e um rolo de fita crepe, na última quarta-feira, no Rio.

Agência Estado
Sérgio Guerra e Rodrigo Maia conversam antes de fazer anúncio
De acordo com o coordenador da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), a coligação vai protocolar hoje uma representação na Procuradoria Geral da República pedindo a instauração de inquérito na Polícia Federal para apuração dos fatos e punição dos responsáveis.

Duas pessoas serão acionadas judicialmente. São eles Sandro Alex de Oliveira Cesar, conhecido como “Mata Mosquito”, que foi candidato derrotado a deputado pelo PT, e José Ribamar de Lima, diretor do Sindicato dos Agentes de Combate a Endemias.

Segundo o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), o objetivo é responsabilizar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “Queremos responsabilizar o presidente da República por todos e quaisquer atos que aconteçam... quaisquer incidentes que venham a acontecer estão motivados e estimulados por comentários irresponsáveis feitos pelo presidente da República”, afirmou.

A coligação, no entanto, não entrará com uma ação direta contra a adversária Dilma Rousseff (PT) nem contra o presidente Lula. De acordo com o senador tucano eleito por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, as ações contra o partido e contra o presidente não estão descartadas, mas não são necessárias no momento. Segundo ele, primeiro é preciso investigar a ligação dos militantes suspeitos com a campanha de Dilma.

Sergio Guerra lamentou a conduta de Lula ontem ao “caçoar da vítima”. Para ele, não se trata de discutir de que material foi feito o objeto ou quanto pesava. O importante, disse ele, é ressaltar que “uma manifestação pacífica foi interrompida por uma tropa de choque com o objetivo de interromper a campanha”. De acordo com Guerra, em vez de censurar a violência, Lula fez chacota de José Serra. “Para deter esse processo é que estamos tomando medidas judiciais, porque senão vamos ter de pedir autorização para o PT para existir politicamente”, afirmou.

A coligação serrista vai utilizar os artigos 248, 331 e 332 do Código Eleitoral, que garantem o direito à propaganda eleitoral e preveem punição com multa e detenção.

O presidente do DEM, Rodrigo Maia, que testemunhou o tumulto no bairro de Campo Grande, na capital fluminense, disse que quase foi agredido e que as agressões verbais foram permanentes. Ele também criticou as declarações do presidente Lula. “Se não tiver ação da Justiça, isso pode causar dificuldade nas próximas eleições”, afirmou. Para o demista, Lula agiu como presidente de uma facção dentro do PT.

Representando os senadores da coligação, Álvaro Dias (PSDB-PR) classificou as declarações de Lula como totalitárias e fez uma ligação com Dilma. “À frente disso está a candidata à Presidência da República”, afirmou. Na representação que será levada à Justiça, os tucanos qualificam o comportamento dos militantes petistas de “fascista”.

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