Propostas de Dilma e Serra para saúde demandariam até R$ 4 bi

Assunto apareceu na fala dos dois presidenciáveis no debate da Band, realizado nesta quinta

Alessandra Oggioni, iG São Paulo |

Construir unidades de saúde é uma proposta recorrente nas campanhas eleitorais. No pleito deste ano, a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff , propõe a construção de 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas. Já o tucano José Serra , seu principal adversário na disputa, fala na implantação de 154 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). Se somados, os projetos podem custar até R$ 4,3 bilhões.

A área de saúde esteve entre os temas que ganharam destaque no debate da Band, realizado na quinta-feira. A proposta de Dilma de construir 500 UPAs 24 horas demandaria até R$ 2,8 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão utilizado na construção e compra de equipamentos das unidades e outro R$ 1,5 bilhão anual para manter estes novos locais em funcionamento. O cálculo foi baseado em informações do governo federal, considerando que sejam implantadas unidades de maior porte - aquelas que atendem a municípios com população entre 200 mil e 300 mil habitantes.

Atualmente, o País conta com 398 UPAs, redes de pronto atendimento intermediárias entre as Unidades Básicas de Saúde e os hospitais. O investimento do Ministério da Saúde nas unidades, em 2009, chegou a R$ 512,6 milhões. A previsão é de que este custo totalize R$ 989,9 milhões ao final de 2010.

Já a meta de José Serra, que consiste na construção de 154 AMEs no período de dois anos, pode chegar a R$ 1,5 bilhão. O investimento médio na construção de cada ambulatório é de R$ 8 milhões, dependendo das parcerias fechadas com as prefeituras. Já o custo anual de manutenção fica em torno de R$ 2,3 milhões.

Criado em 2007 na gestão de Serra no governo de São Paulo, as policlínicas realizam consultas com especialistas e diversos tipos de exames. Ao todo, são 31 unidades em todo o Estado. Até o final do ano, a previsão é de que este número chegue a 40. Segundo a proposta de Serra, a ampliação dos AMEs pelo País poderia efetivar 27 milhões de consultas e 63 milhões de exames por ano.

Sem números

O programa de governo da candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva , não apresenta números de unidades de saúde a serem construídas. De acordo com a proposta, Marina pretende aprimorar a rede de saúde pública e fortalecer programas da área. O documento também cita que a candidata verde se compromete a cumprir a regulamentação da Emenda Constitucional 29/2000, para garantir o repasse regular de verba do governo estadual ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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