Programa de Serra no rádio ataca Dilma com caso Erenice

Tucano questionou, baseado em depoimentos de populares, a capacidade administrativa da candidata

Reuters |

O programa de rádio do candidato do PSDB à Presidência, José Serra , procurou relacionar a petista Dilma Rousseff às denúncias envolvendo sua ex-assessora Erenice Guerra, e atacou nesta terça-feira a capacidade administrativa de Dilma, ao afirmar que ela "quebrou" uma loja de artigos de 1,99 em Porto Alegre.

Um locutor da campanha de Serra narrou as denúncias publicadas no fim de semana na revista Veja , que afirmam que Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil, recebeu propina dentro das instalações do ministério.

Castro pediu exoneração na semana passada após a revista afirmar que ele fazia parte de um esquema de tráfico de influência chefiado por Israel Guerra, filho de Erenice.

"Erenice foi ministra indicada por Dilma. As duas entraram no lugar de José Dirceu, chefe do mensalão. Primeiro Dirceu, depois Dilma, depois Erenice. E depois?", questionou o locutor.

A campanha de Serra também afirmou que Dilma fracassou ao tentar gerenciar uma "lojinha" que vendia produtos de 1,99 real "comprados no Panamá", após deixar o comando da Secretaria de Fazenda de Porto Alegre. "Ela não conseguiu administrar a lojinha. Depois ela pôs a culpa no dólar", disse uma locutora da campanha de Serra.

O programa tucano trouxe na sequência o depoimento de Olívio Braga, apresentado como sucessor de Dilma à frente da Secretaria da Fazenda da capital gaúcha.

"A Dilma acabou quebrando uma lojinha de 1,99 quando foi para a iniciativa privada. O problema dela não era estrutural, não era de estrutura econômica. Era um problema de má gestão dela mesma", afirma Braga.

A campanha de Serra lembra então que, nesse mesmo ano, Serra havia acabado de se eleger senador por São Paulo com votação recorde e era nomeado ministro do Planejamento do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O programa de Dilma apresentou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE, para afirmar que o país mudou sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal cabo eleitoral de Dilma.

A campanha petista lembrou que, segundo a Pnad, aumentou a renda da população e o número de pessoas empregadas com carreira assinada e o acesso à luz elétrica.

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