Para o petista, é normal que Marina ou Dilma ganhem no Estado, mas o candidato tucano 'tem que ir para o lugar dele'

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O candidato petista ao Senado e ex-governador do Acre Jorge Viana negou ontem, durante lançamento da biografia da presidenciável do PV, Marina Silva, em Rio Branco, que haja conflito entre as candidaturas da verde e de Dilma Rousseff (PT) no Estado, e que a prioridade é derrotar o PSDB de José Serra na região. Marina, que deixou o PT e disputa o voto dos acreanos num Estado dominado há 12 anos pelo seu ex-partido, aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Na terra natal da candidata verde, Dilma e Serra aparecem tecnicamente empatados na preferência do eleitorado.

"Quero que a Marina e a Dilma fiquem em primeiro, porque o anormal é o Serra ficar em primeiro aqui. Estou trabalhando para o Serra ficar em último", disse o ex-governador, ao negar a pressão do Planalto para que Dilma vença no Acre. Para o candidato, seria encarado como "mais que normal" no PT uma vitória de Marina em seu Estado. "Só não dá para o Serra ganhar, ele tem é que ir para o lugar dele", completou.

Tião Viana, que pode ganhar a disputa pelo governo local já no primeiro turno, admitiu o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a família Viana, ainda ligada a Marina Silva, se empenhe na vitória de Dilma. "É uma obrigação ética a Dilma ganhar aqui", justificou. Na opinião do petista, Marina tem dificuldades em vencer no Acre porque os eleitores ainda a relacionam ao PT. "É a primeira vez que os eleitores têm que separar a Marina do PT. Eles acham que Marina é um corpo único do PT", avaliou.

Embora contem com o apoio do PV na eleição estadual, os candidatos petistas não fazem campanha para Marina. "É um aperto forte no coração. Lamentavelmente, ela não está mais no PT", disse Jorge, que admitiu trabalhar por Dilma em gratidão ao presidente Lula.

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