Preterido na disputa, Requião "lança" Pessuti para lugar de Dunga

Irritado com preferência de governador por Gleisi Hoffmann ao Senado, candidato provocou colega de partido

Francisco Camargo, iG Paraná |

Irritado com o governador Orlando Pessuti (PMDB), que tem deixado cada vez mais claro sua opção pela candidata petista ao Senado, Gleisi Hoffman, o ex-governador Roberto Requião fustigou, nesta quinta-feira, o seu sucessor. No Twitter, Pessuti comunicou que já estava na África do Sul para o lançamento do selo oficial da Copa 2014, o que levou Requião a intervir, sugerindo : “O cargo do Dunga está vago. Você tem o meu apoio”.

Em entrevista à CBN de Cascavel, ainda na manhã de hoje, Pessuti falou sobre os preparativos para a Copa no Brasil e, indagado sobre a sua posição quanto à coligação com o PDT e o PT, foi taxativo: vai de Osmar Dias para o governo, Rodrigo Rocha Loures para vice e, para o Senado, “estou definido e apoiando Gleisi Hoffmann”.

Opção
Na quarta-feira, Pessuti justificava sua preferência por Gleisi com uma pergunta: “O Requião nunca apoiou minha candidatura. Por que eu deveria apóia-lo agora?” O episódio é mais um a demonstrar a guerra que se trava nos bastidores da aliança PMDB-PT-PDT-PSC. Setores do PT, incluindo o ministro Paulo Bernardo, teriam orientado a militância para só trabalhar pela candidatura a governador de Osmar Dias e de Gleisi Hoffmann, sua esposa. Parte do PMDB não esconde a preferência por Requião.

Prova disso é um ofício expedido hoje pelo Diretório Municipal do PMDB, para o ato público a ser realizado sábado, no auditório do Hotel Centro Europeu, em Curitiba. O documento é bastante claro: convoca os peemedebistas para o início dos trabalhos eleitorais do partido, “especialmente no que diz respeito à campanha de Osmar Dias, governador, e Roberto Requião, senador”. O ofício é assinado por Doático Santos, presidente do diretório e antigo correligionário de Requião.

Atos de governo
Desde que assumiu o poder, com a saída de Requião para concorrer às eleições, Orlando Pessuti tirou de cargos amigos e parentes do ex-governador. Pediu, entre outros, o cargo da presidente do Provopar – Programa do Voluntariado Paranaense -, Lúcia Arruda, que se nega a sair. Alega que foi eleita para o cargo, já que o Provopar é uma Organização Social de Interesse Público (Oscip), “possuindo estatuto e mandato próprios”. Em outra investida, Nizan Pereira, secretário de Assuntos Estratégicos na administração Roberto Requião, foi deslocado para uma assessoria.

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