Presença de vice de Wagner é cobrada em debate na Bahia

Otto Alencar (PP) foi alvo de acusações de seus adversários por formação de esquemas de desvios de verbas na saúde pública

Lucas Esteves, iG Bahia |

A ausência do candidato a vice na chapa de Jaques Wagner, Otto Alencar (PP), foi muito criticada por seus adversários no debate transmitido pela Band na noite desta quinta-feira (12). Remanescente do antigo grupo carlista, que governou a Bahia por 16 anos, Alencar foi recrutado por Wagner para reforçar os apoios políticos no interior do Estado. O parlamentar foi alvo de acusações por formação de esquemas de desvios de verbas na saúde pública.

O candidato do PV, Luiz Bassuma, foi o primeiro a levantar o nome do candidato a vice. Em visita ao Hospital Geral Roberto Santos, ocorrida na última semana, o deputado federal afirma ter conversado com um médico que responsabilizou Alencar por supostas irregularidades, entre elas a montagem de um aparelhamento político no hospital, em que profissionais ligados a ele eram deliberadamente beneficiados.

Pouco depois, foi a vez de Marcos Mendes (Psol) apontar o candidato a vice de Wagner de compactuar com a corrupção e de integrar o grupo de Antônio Carlos Magalhães no passado, levantando a questão de que Jaques Wagner não media esforços para se eleger. Os confrontos fizeram com que o governador, no momento de suas considerações finais, saísse em defesa de Otto Alencar.

Para ele, os adversários foram covardes, pois deveriam fazê-lo na presença de Alencar, para que este tivesse a chance de se defender de quaisquer tipos de acusações. Por fim, aproveitou para exaltar as qualidades políticas do atual parceiro de campanha. “Ele era o melhor jogador do time político que derrotamos em 2006 e, exatamente por isso, entendeu que deveria se transferir para o nosso nesta eleição”, valorizou.

Otto Alencar foi vice-governador por duas oportunidades em governos pefelistas passados na Bahia. Em 2003, assumiu a administração no lugar de César Borges, que deixou o cargo para concorrer ao Senado. Nos últimos cinco anos, exerceu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, de onde saiu para voltar à vida pública depois de ter declarado oficialmente que não faria mais política. Ele é natural do município de Ruy Barbosa, na Chapada Diamantina, onde exerce grande influência junto aos prefeitos da região e de outras vizinhas. Sua habilidade em amealhar apoios é tida como o grande trunfo da campanha do governador fora da capital.

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