Prefeito de Dourados anuncia greve de fome

Preso e com depressão, justiça atende pedido de advogado e Artuzi vai para o hospital

Alessandra Messias, iG Campo Grande |

O prefeito afastado de Dourados (MS), Ari Artuzi (sem partido), anunciou a parentes que começa a partir de hoje a fazer greve de fome. Ele não consumirá nenhuma das três refeições oferecidas na cadeia. Em depressão, o prefeito passou mal e foi internado. O motivo seria a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) em mantê-lo preso.

Ainda hoje, Artuzi deixou a delegacia do Garras, onde está preso para fazer exames médicos. Ele foi autorizado pela justiça e saiu da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros, no início da manhã, escoltado pela Polícia Militar, para ir ao Hospital Adventista do Pênfigo.

Posto de saúde

O prefeito afastado precisou de atendimento médico e, antes, tinha ido a um posto de saúde para ser medicado. Para ser internado, o advogado Carlos Marques pediu autorização do TJ-MS para a internação de Artuzi. O despacho foi deferido. Artuzi só volta à prisão após os atendimentos médicos. A decisão de mantê-lo preso foi dos desembargadores do Tribunal de Justiça na última terça-feira.

A justiça rejeitou o pedido de liberdade dele por unanimidade. Artuzi está com a prisão preventiva decretada desde o dia primeiro de setembro. A alegação dos desembargadores foi a de que a libertação de Artuzi poderia provocar tumulto generalizado no município, por indignação dos moradores. O desembargador Cláudio Mendes lembrou das inúmeras manifestações após a Operação Uragano.

Quebradeira

Uma delas foi a quebradeira na Câmara de Vereadores de Dourados e a depredação da casa do prefeito. Artuzi foi preso depois de ser filmado recebendo pagamento de propina. Ele pode estar envolvido em esquema de fraude, desvio de dinheiro e corrupção que utilizou recursos da prefeitura.

O esquema criminoso envolveu parlamentares da Câmara de Vereadores Dourados e empresários. Sessenta pessoas foram denunciadas à justiça pelos crimes e 28 foram presas. Na defesa, o advogado de Artuzi argumentou que não há risco à ordem pública, pois as demonstrações de descontentamentos externados por setores da sociedade não configuram ameaça à ordem pública.

Além disso, a cidade voltou ao seu ritmo normal. O advogado afirma que a necessidade da custódia cautelar para conveniência da instrução criminal não se mostra presente, uma vez que “já foram realizadas diligências de busca e apreensã

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG