PR do Rio de Janeiro opta por 'neutralidade temporária'

Garotinho diz que leva seu apoio o candidato que procurar o partido e se comprometer em ato púbico e com fotos ao seu lado

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Depois de dois dias de discussão sobre o possível apoio do PR-RJ no segundo turno, a legenda optou por uma “neutralidade temporária” condicionada a algumas ações dos candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Reunidos em uma convenção no Centro do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (15), cerca de 300 integrantes da sigla decidiram que terá o seu apoio aquele que procurar o seu presidente regional, o recém-eleito deputado federal Anthony Garotinho, consolidar a aliança em ato público, com direito a fotos, e assinar uma carta se comprometendo a não privatizar estatais como a Petrobras, o Banco do Brasil e a Eletrobras, além de garantir os direitos do Rio sobre os royalties do petróleo e revogar o PNDH3. 

“Esta é a proposta mais lógica, que não exclui. Se o Serra ligar e disser ‘eu quero apoio’, terá apoio. A Dilma já ligou três vezes. Agora, a gente não pode se oferecer para o Serra”, disse Garotinho. 

Durante a convenção, três propostas foram apresentadas: apoio a Dilma, apoio a Serra e neutralidade temporária. Capitaneados pela vereadora recém-eleita deputada estadual Clarissa Garotinho e pelo deputado estadual Zoinho, boa parte do grupo defendeu o apoio a Serra. “O PSBD foi muito republicano com o Rio e com lideranças do nosso partido quando Fernando Henrique foi presidente. Apoiamos Lula em 2006 e quando Rosinha foi eleita, eles não atendiam nossos telefonemas. Quando Lula foi eleito sequestrou as receitas do estado na primeira semana. É assim que se trata aliados? Não é”, disse Clarissa. 

Apenas a vereadora Liliam Sá, recém-eleita deputada federal, defendeu o apoio a Dilma e foi acompanhada por apenas três correligionários.

Peregrino, candidato derrotado ao governo do estado, pediu a palavra e disse “que o PSDB privativista não nos merece”, e pediu a neutralidade temporária apresentando as condições necessárias para que o partido manifeste seu apoio no segundo turno. 

A direção do PR-RJRio espera que o dilema esteja resolvido até este sábado (16), mas ressaltou que tudo depende dos presidenciáveis.

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