Em Porto Alegre, candidatos trocam farpas na reta final

02/10 - 08:32

Silvio Ferreira, especial para o iG

A reta final para as eleições do próximo domingo tem provocado trocas de farpas recíprocas entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre. Incomodado com o questionamento de que, caso seja eleito, abandone a prefeitura para concorrer ao senado, em 2010, o candidato à reeleição, prefeito José Fogaça (PMDB) foi para o ataque. Declarou em seu programa de rádio que a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB) pula de mandato em mandato, referindo-se ao fato de a comunista ter interrompido a legislatura na Câmara de Vereadores para assumir a Câmara Federal.

 

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Sobre a sua situação, Fogaça disse que assumiu um compromisso e que pretende cumpri-lo até o final. “Fui deputado federal e senador por 20 anos e digo: não há nada mais confortável do que passar os sete dias da semana numa mesma cidade, ainda mais se essa cidade é Porto Alegre. Eu considero que ser prefeito de Porto Alegre é mais importante”, assegurou. A resposta da comunista veio de bate-pronto. Lembrou que o atual prefeito licenciado era senador quando tentou ser eleito governador do Rio Grande do Sul, em 1990, e acabou não conseguindo sequer ir para o segundo turno.

A metralhadora da candidata do PCdoB virou também para a petista. Manuela D’Ávila recordou que Maria do Rosário foi candidata à vice-prefeita de Raul Pont, nas eleições municipais de 2004. A chapa petista, apesar de ter vencido o pleito no primeiro turno, acabou sendo derrotada no segundo pelo atual prefeito, José Fogaça, então candidato pelo PPS.

Este, aliás, é um dos pontos que Maria do Rosário mais tem batido na chapa de Manuela: o PPS, partido do vice Berfran Rosado. Nascido a partir do antigo PCB pós União Soviética, a legenda no Rio Grande do Sul ficou sob o comando do ex-governador Antônio Britto, que havia deixado o PMDB quando entrou em rota de colisão com a maior liderança peemedebista do Estado, o senador Pedro Simon. “Eu vou para o segundo turno e não quero o apoio do PPS nem que venham me procurar. Com os que elegeram Yeda (governadora de Estado), os que elegeram Fogaça e que são contra Lula não quero nenhuma proximidade”, anunciou Maria do Rosário.

Apesar de a candidata petista refutar o apoio do PPS caso vá para o segundo turno, o deputado federal Nelson Proença (PPS-RS), em contrapartida, disse que, se Manuela for para o segundo turno, irá procurar o presidente do PT no Estado, Olívio Dutra, para pedir o apoio da sigla. “Nossa relação com o PT é institucional. Temos alianças em 61 municípios gaúchos, portanto, podemos, sim, estar juntos no segundo turno”, garantiu Proença.

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