Denúncias tentam minar candidaturas em Porto Alegre
30/09 - 07:49
Silvio Ferreira, especial para o iG
Quanto mais se aproxima o dia das eleições, mais eventuais denúncias pousam na mesa do procurador-geral do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Geraldo da Camino. A maioria delas acaba de alguma maneira atingindo este ou aquele candidato à Prefeitura de Porto Alegre.
- Antes de votar, conheça o perfil do seu parlamentar no Projeto Excelências
- Guia do Eleitor: Tire suas dúvidas na reta final do 1º turno: datas, horários e como votar
Primeiro foi a governadora do Estado, Yeda Crusius, que, acusada de irregularidades na compra de uma casa e tendo que esclarecer uma fraude no Detran-RS, demorou a aparecer na propaganda política do candidato do PSDB à prefeitura da capital, Nelson Marchezan Jr. Agora é a vez do coordenador político da campanha à reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB), Fernando Záchia, que tenta explicar a aquisição de dois imóveis. Em consequência disso, está afastado do cargo.
A governadora foi vítima da lei 12.980/2008, sancionada por ela própria neste ano, atribuindo ao Tribunal de Contas do Estado a fiscalização de sinais exteriores de riqueza por parte de agentes públicos. Segundo a oposição, a governadora adquiriu a residência por R$ 750 mil, enquanto um anúncio publicado meses antes da compra registrava o valor de R$ 1,45 mi. “É preciso deixar claro que não está se apontando a operação como irregular, apenas existem aspectos que merecem ser investigados”, observou o procurador Da Camino.
A mais recente defecção na corrida eleitoral ao executivo da capital gaúcha é o coordenador político da campanha à reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB), Fernando Záchia. O motivo da suspeita seria a compra de um apartamento em Porto Alegre e de uma casa em um balneário gaúcho, em valores incompatíveis com o patrimônio que Záchia teria declarado à Justiça Eleitoral antes da eleição de 2006. “Em função da possibilidade de os fatos noticiados interferirem no processo eleitoral em curso, buscar sobretudo confundir os eleitores e proporcionar dúvidas quanto à postura de retidão da campanha Cidade Melhor Futuro Melhor, comuniquei ao meu partido a decisão de me licenciar da coordenação política da campanha”, disse Záchia.
A campanha petista à prefeitura também não saiu imune. O ex-funcionário do PT na Assembleia e no escritório da Democracia Socialista (corrente interna do partido), Paulo Salazar, denunciou que era obrigado a devolver integralmente o salário do Legislativo aos deputados petistas Raul Pont e Elvino Bohn Gass entre 1999 e 2005. Pont e Bohn Gass disseram que tudo não passa de “armação eleitoral” articulada às vésperas das eleições. O coordenador da campanha da petista Maria do Rosário à prefeitura de Porto Alegre, Cícero Balestro, disse não acreditar que o assunto possa causar qualquer abalo. “É muito estranho que o caso surja agora, exatamente em época eleitoral, quando na verdade o assunto já tem mais de três anos”, comentou Balestro.
Leia mais sobre: Porto Alegre
publicidade
08/10/2008 - 18:04
Fogaça e Rosário aguardam decisão do PCdoB sobre segundo turno
02/10/2008 - 08:32
01/10/2008 - 09:01
17/10/2008 - 15:25


