Em Porto Alegre, candidatos tentam explicar "verdades inconvenientes" na TV
18/08 - 20:26
Redação
Os principais candidatos à Prefeitura de Porto Alegre vão usar o horário eleitoral para se livrar de "verdades inconvenientes". Cada um a seu modo, os principais postulantes ao cargo possuem telhado de vidro e precisam explicar vários pontos controversos na própria trajetória ou no caminho dos partidos e das siglas aliadas. O que diferencia cada um é a maneira mais ou menos sutil de abordar as fragilidades e os pontos fortes.
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José Fogaça (PMDB)
O atual prefeito, José Fogaça, assim como João Henrique, prefeito de Salvador, vai usar seu tempo de TV para convencer o eleitorado de que uma boa gestão merece ser repetida. Os moradores da capital gaúcha, no entanto, classificam a gestão de Fogaça apenas como mediana. É o mesmo caminho traçado por outro membro do PMDB que derrotou os petista, o ex-governador Germano Rigotto. Ele administrou o Estado entre 2003 e 2006, mas não conseguiu ser reeleito.
Por isso, Fogaça vai mostrar com muito ênfase o que fez durante seu governo. Pode-se esperar muitas imagens das várias obras espalhadas pela cidade. Fogaça foi eleito em 2004 com a imagem de conciliador, após anos de hegemonia do PT na capital do Rio Grande do Sul.
Tempo de TV: 6 minutos e 33 segundos
Maria do Rosário (PT)
O PT de Maria do Rosário vê no horário eleitoral gratuito uma arma importante na reconquista da prefeitura. O partido esteve à frente da cidade de 1988 a 2004. Perdeu Porto Alegre após uma gestão considerada apenas mediana do governador Olívio Dutra (o que prejudicou o PT como um todo no Estado), do desgates de vários anos de gestão e dos atritos internos da sigla. A própria escolha de Maria do Rosário foi palco de forte embate interno da sigla.
Para isso, a estratégia não é escancarada. Os petistas falam apenas em “moderação” e em “tom conciliador” para descrever seu programa de TV.
Tempo de TV: 4 minutos 38 segundos
Manuela D'Ávila (PC do B-PPS-PSB)
Com 27 anos de idade, a deputada federal Manuela D'Ávila pretende se apresentar na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre como a renovação, em contraponto às candidaturas de José Fogaça e Maria do Rosário. A idade, porém, também é o ponto fraco de Manuela, vista como inexperiente.
Além disso, o PPS, que lhe fornece o candidato a vice-prefeito, esteve no centro dos mais recentes escândalos de corrupção que envolvem a administração da governadora Yeda Crusius (PSDB), do qual a sigla é aliada. Outro ponto que atrapalha a imagem de renovação é o fato de seu partido, o PC do B, ser aliado de longa data do PT no Estado.
Tempo de TV: 4 minutos e 47 segundos
Onyx Lorenzoni (DEM-PP)
Com o segundo maior tempo de TV no horário eleitoral gratuito, Onyx Lorenzoni precisa administrar a presença do vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Afonso Feijó - que também é do seu partido no seu palanque. Feijó se envolveu em várias polêmicas recentes com a governadora Yeda Crusius, como a gravação de uma ligação do chefe da Casa Civil da tucana. Ele foi ameaçado de expulsão pela sigla.
Tempo de TV: 5 minutos e 44 segundos
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