Por Dilma, PT celebra "mulher brasileira" até nos crachás

Convenção petista se transforma em homenagem às mulheres com hino, slogan e convidadas ilustras

Ricardo Galhardo, enviado a Brasília |

“Pátria mãe. Pátria mulher. Uma celebração à mulher brasileira”. O texto nos crachás dos delegados da convenção nacional do PT dimensiona a importância conferida ao tema no evento. Desde os artistas até os convidados para compor a mesa, passando pela decoração do Unique Palace, tudo remetia à mulher.

O hino nacional foi cantado pelo grupo Samba de Rainha, composto só por mulheres, na abertura do evento. Entre os convidados, Maria da Penha, que deu nome à lei que transformou em crime inafiançável a agressão às mulheres. Uma carta da economista Maria da Conceição Tavares foi lida na abertura.

A decoração do local é composta por painéis com imagens e biografias de grandes mulheres brasileiras. Entre elas Maria Quitéria, baiana que lutou pela independência, Tia Ciata, cujo quintal de sua casa no Rio de Janeiro é considerado o berço do samba, Anita Garibaldi, gaúcha que lutou na Revolução Farroupilha, Clarsa Camarão, índia que lutou contra a invasão holandesa de Pernambuco e Catarina Paraguaçu, símbolo da miscigenação brasileira, mulher do bandeirante Diogo Álvares Correia, o Caramuru, fundador da primeira vila onde índios e europeus conviviam pacificamente.

Entre muitas outras duas têm importância fundamental para Dilma, Iara Iavelbergh, ex-companheira do capitão Carlos Lamarca, e Maria Auxiliadora Lara Barcelos, a Dodora, que, assim como a pré-candidata do PT, lutaram contra a ditadura militar - mas ao contrário de Dilma, foram mortas pelas forças de repressão.

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