Polícia investiga cupons de festa da Força Sindical

Folhetos falsos distribuídos no 1º de maio tinham foto do ex-deputado Luiz Antonio Medeiros, com suposto número de campanha

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

A Polícia Civil de São Paulo investiga a autoria de milhares de cupons falsos distribuídos durante a festa de 1º de maio da Força Sindical com a foto do ex-deputado e ex-secretário nacional do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros (PDT-SP), e um suposto número de campanha. O próprio Medeiros denunciou a falsificação à Polícia Civil.

A Força Sindical reúne em média um milhão de pessoas todos os anos na praça Campo de Bagatele, em São Paulo, para comemorar o Dia do Trabalho. A festa é um campo fértil para políticos e candidatos. Este ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, prestigiaram o evento.

Muitas pessoas são atraídas pelos shows de artistas populares e principalmente pelos sorteios de apartamentos, uma tradição do 1º de maio da Força. Para concorrer, é necessário retirar um cupom numerado distribuído previamente pela central sindical. Durante o evento deste ano, os apresentadores alertaram a multidão sobre a distribuição de cupons falsos.

Milhares deles tinham a foto de Medeiros, fundador e primeiro presidente da Força, e um número, interpretado por ele mesmo como número de campanha. O ex-secretário nacional do Trabalho foi alertado pela direção da Força do risco de ser enquadrado pela Justiça Eleitoral por propaganda política antecipada. Preocupado, o próprio Medeiros foi até p 36º Distrito Policial, na Vila Mariana, e registrou a ocorrência. O caso foi transferido para o 13º DP, na Zona Norte, que instaurou inquérito para averiguar a autoria dos cupons falsos. Medeiros não é alvo da investigação.

No boletim de ocorrência, o ex-sindicalista é descrito como “um torneiro mecânico de 62 anos, que pretende se candidatar como deputado federal nas próximas eleições”. À polícia, Medeiros disse desconhecer a autoria dos cupons mas desconfiar que seja coisa de “pessoas que querem prejudicar sua eventual candidatura”.

Medeiros alegou ainda que o número impresso nos cupons (1250) não será usado por ele na eleição deste ano, embora 12 seja o número do PDT. Medeiros foi procurado na tarde desta segunda-feira por meio da Força Sindical e do diretório regional do PDT, do qual é segundo vice-presidente, mas não foi encontrado.

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