PMDB e PSDB definem composição de chapa com suplente

Com a desistência de Quércia, partidos definem apoio a Aloysio Nunes e articulam vaga em suplência

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Com a desistência da candidatura de Orestes Quércia, PMDB e PSDB articulam a recomposição da nova chapa que dará apoio a Aloysio Nunes (PSDB) para concorrer a uma das vagas ao Senado por São Paulo. Em troca do apoio do peemedebista, a cúpula tucana negocia com o PMDB a entrada de alguém do partido na primeira suplência da candidatura de Aloysio Nunes.

Aloysio Nunes mostrou-se interessado na recomposição da chapa. Questionado se estava disposto a mudar, o tucano respondeu que ‘vai ser discutida (a alteração) pelas direções do partido’. Sobre possíveis impactos na candidatura, Nunes disse não ter detalhes. “Não sei ainda . Essas coisas a gente não pode dizer assim. Só as próximas pesquisas vão dizer”, afirmou.

Pelo acordo, os partidos querem mesclar políticos do interior e da capital nas duas vagas para suplentes do tucano. Aloysio Nunes substituiria, então, um de seus suplentes pelo primeiro suplente de Quércia, Airton Sandoval, secretário-geral do PMDB paulista. Sandoval, que é do interior paulista, fica com o lugar que era de Sidney Beraldo (PSDB). De acordo com os partidos, Beraldo já aceitou os termos do acordo.

O apoio de Quércia ainda dá a Aloysio um aumento do seu tempo no horário eleitoral. A partir de agora, o tucano terá cinco minutos. Antes, pela coligação, cada candidato tinha direito a 2 minutos e meio. De acordo com o coordenador da campanha de Quércia, Marcelo Barbieri, ‘o tempo é da coligação e não do candidato’. Questionado sobre a gravação de apoio ao programa de Aloysio, Barbieri afirmou que ainda depende de avaliação médica. “Ele tem vontade de gravar, mas vai aguardar uma autorização dos médicos”, disse ele, reiterando que ‘é evidente que o PMDB tem interesse em se compor na chapa do PSDB’.

Barbieri ainda comentou que a campanha de Quércia não estava superavitária e, sem revelar valores, falou sobre alguns contratos que deverão ser passados para Aloysio. “Precisamos saber se eles vão querer incorporar ou não”, disse ele ressaltando que pretende trabalhar e fazer campanha para a transferência de votos. “Não vai ser automaticamente”, apontou.

PSDB e PMDB ainda fazem durante essa segunda-feira reuniões com as diretorias executivas dos partidos para definirem detalhes da mudança.

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