PMDB discute palanque problemático de Dilma no PR

Temer deve receber o pré-candidato à reeleição Orlando Pesutti, um dia antes do encontro marcado com Lula e o governador do Estado

Andréia Sadi e Gabriel Costa, iG Brasília |

O impasse envolvendo o palanque da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no Paraná deverá ser discutido pelos integrantes do PMDB, em Brasília, nesta terça-feira. O governador em exercício e pré-candidato à reeleição, Orlando Pesutti, desembarca na capital federal para encontro nesta noite com parlamentares na casa do presidente da legenda, o deputado federal Michel Temer (SP). No centro das discussões deverá estar a indefinição do quadro no Estado envolvendo os partidos PDT, PT e o PMDB.

No pré-acordo com os governistas, o PT apoiaria Osmar Dias (PDT) para o governo com Gleisi Hoffman , mulher do ministro Paulo Bernardo, na chapa para o Senado. No entanto, Dias queria Gleisi na vice para levar o PP e o PMDB para a aliança. Mas Pesutti, mesmo oscilando nos 10%, insistiu na candidatura.

O PT encara a necessidade de formar uma base forte para Dilma no Estado, objetivo que fica ameaçado caso Dias - nome que tem maior chance, de acordo com as pesquisas, de vencer uma eventual disputal com Beto Richa do PSDB - opte pela reeleição ao Senado. Nesse cenário, Dias reforçaria a candidatura de Richa ao governo paranaense, e a pré-candidata petista teria que se contentar com o palanque formado por Pessuti, Roberto Requião, do PMDB e a também Gleisi, como candidatos ao Senado.

A ideia é "preparar" Pesutti para a reunião com o presidente Lula, nesta quarta-feira, que deverá contar com a presença dos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Paulo Bernardo (Planejamento). Segundo interlocutores de Pesutti, mesmo que Lula peça, ele não estaria disposto a abrir mão de sua candidatura no Estado, em prol da aliança com os petistas e pedetistas. O PMDB, no entanto, promete se esforçar para demover Pesutti da corrida estadual. Para aliados da base aliada, a conversa com Pesutti é última jogada do PT para atrair Dias.

Dias também avalia passar para o lado do adversário de Dilma, o tucano José Serra. Ele já admitiu aproximação com o ex-governador de São Paulo e chegou a marcar encontro com o presidenciável em São Paulo, no mês de maio, mas não definiu posição. Para o senador, foi o PT que o empurrou para outras aliançasquando se aproximou de Pesutti. ”Eles acho que deram como encerradas. Eles começaram as negociações com o PMDB. Como o PMDB tem candidato.”, lamentou. Serra oferece a Dias a possibilidade de indicar o vice de Richa para tê-lo em seu palanque no Estado.

Para irritação dos petistas, Dias pode deixar a decisão para a última hora. O PSDB do Paraná confirmou a sua convenção para o dia 11 de junho, quando será ratificada a candidatura de Richa. O senador tem, portanto até lá para decidir se fecha com o PSDB. Já o PDT marcou a convenção para 26 de junho. Na última pesquisa Vox Populi, divulgada em 18 de maio, Richa emplacou 40% das intenções de voto, seguido por Dias, com 33%, Pessuti, com 10% e Rubens Bueno (PPS), com 3%, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

Já de acordo com a Daubermann Pesquisas, em pesquisa realizada entre 19 e 21 de maio, Dias está à frente, com 44,75% das intenções de voto, seguido por Richa, com 34%, e Pessuti, com 9,25%.

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