PMDB baiano minimiza risco de Lula não subir em dois palanques

Na Bahia, Jaques Wagner e Geddel Vieira Lima disputam governo do Estado; para dirigente, 'presidente pode tomar decisão que quiser

Lucas Esteves, iG Bahia |

No início da semana, ganhou força a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não subir em palanques do PMDB nos Estados em que o partido aliado estiver em guerra com o PT. A situação atinge em cheio a legenda na Bahia, onde os dois partidos devem lançar candidatos ao governo do Estado: o atual governador Jaques Wagner e o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Ainda assim, líderes do PMDB baiano afirmam estar tranquilos com o fato. O presidente do partido no Estado, Lúcio Vieira Lima, irmão do pré-candidato Geddel, disse que os boatos não atrapalham o andamento da candidatura do ex-ministro e que, se Lula não quiser aparecer no palanque do PMDB, não tem problema. “Acho que Lula pode tomar a decisão que quiser. A prioridade ( do partido na Bahia ) é eleger Geddel Vieira Lima e a ex-ministra Dilma, que participará da nossa convenção e subirá no palanque que a apoiar. Isto está garantido”, reforçou.

Vieira Lima considera que o processo de negociação da presença de Lula, tanto na Bahia quanto em outros Estados, depende da articulação nacional do partido, personificada no presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). O dirigente, portanto, acredita sua preocupação tem que ser apenas com a campanha do irmão. “Cada dia com sua agonia. Vamos resolver os problemas na hora em que eles aparecerem”.

Já o deputado federal Colbert Martins (PMBD-BA), um dos nomes mais ativos na atual campanha, é mais otimista e acredita que Lula virá aos dois palanques na Bahia. “Eu digo que temos o Pai, o Filho e o Espírito Santo na campanha de 2010: Lula, Dilma e Michel Temer. Eu confio que o presidente irá participar de todo o processo. Afinal, ele mesmo não disse que o nome dele é Dilma?”, analisou. O parlamentar julga que a virtual ausência do líder petista é um boato propagado por “setores do PT que não estão muito engajados na campanha de Dilma".

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