PMDB baiano ainda espera contar com Dilma

Entendimento do TSE, porém, é que candidatos nos Estados só podem usar imagem de presidenciáveis se siglas forem aliadas nacionais

Lucas Esteves, iG Bahia |

O PMDB da Bahia torce para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desista de proibir que os candidatos a governo Brasil afora usem a imagem de presidenciáveis que, nos Estados, tenham coligações políticas que juntem partidos adversários nas chapas nacionais. No Estado, o grupo de Geddel Vieira Lima (PMDB) tem em sua formação pelo menos cinco partidos que apóiam, nacionalmente, José Serra (PSDB) ou outros candidatos, o que os impediria de usar a imagem de Dilma Rousseff (PT) em campanha.

Para o presidente regional do partido, Lúcio Vieira Lima, é preciso cautela para aguardar a decisão. Caso haja de fato veto ao uso, diz, o PMDB não poderá fazer nada além de acatar a decisão. Mesmo assim, ele acredita que o pior não acontecerá e lembra das eleições passadas. “Em 2006, o TSE decidiu que não aplicaria a verticalização e, desta vez, acredito que fará da mesma maneira. Porque, para mim, esta determinação nada mais é do que o retorno da verticalização”, explicou.

Ele alega que a impossibilidade de ter a imagem da presidenciável petista em sua campanha não fará nenhum mal à tentativa do irmão Geddel de chegar ao Palácio de Ondina, mas que a virtual proibição punirá o eleitor baiano. “Nós apoiamos Dilma não para usar isso em benefício de Geddel. Fazemos isso porque achamos que é bom para o Brasil. Não usaremos a candidata como ‘encosto’ para ganhar a eleição”.

Já o PT, que inicialmente foi apontado como mais um partido na Bahia que poderia ser prejudicado com a proibição da imagem da ex-ministra, garante estar tranqüilo de que, mesmo que a decisão se mantenha, poderá se associar a Dilma normalmente. O presidente baiano da legenda, Jonas Paulo, afirmou que o único empecilho que poderia causar problemas à coligação foi removido.

“Não temos nenhuma pendência. O que nos causava problemas era o PSL, que na coligação proporcional apoiava o PSB, mas não fazia parte do grupo na majoritária. Mas, como o partido retirou sua candidatura à Presidência, não temos mais nada o que temer”, comemorou o dirigente. Segundo ele, já houve consulta a especialistas jurídicos-eleitorais do PT e a interpretação dos juristas foi de que o partido age legalmente na situação.

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