Candidato à Presidência da República votou em São Paulo e afirmou que falta de apoio de Heloísa Helena prejudicou sua candidatura

O candidato à Presidência da República Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) disse neste domingo que o partido decidirá na próxima segunda-feira se apoiará outro candidato, caso as eleições passem ao segundo turno. “Vamos nos reunir amanhã de manhã para discutir se faremos algum apoio", afirmou. "Hoje à noite teremos um quadro melhor da situação e vamos ver qual será a conjuntura".

Olívia Alonso
"Hoje você tem um Lula absoluto e um País anestesiado", diz Plínio, que votou em São Paulo
Segundo o candidato, o partido avaliará que "passo o socialismo pode dar". "Se esse passo for apoiar fulano, vamos apoiar. Se for não apoiar ninguém, não vamos apoiar."

Ele disse ainda que o socialismo mudou no Brasil e que a campanha atual foi mais difícil do que a anterior, de 2006.

"Um certo tipo de socialismo caiu de moda no Brasil, mas não o socialismo com ideias de igualdade, liberdade e fraternidade. Esse lema é eterno e vamos lutar por ele." O candidato fez a afirmação quando questionado sobre o encolhimento do PSOL nos últimos quatro anos. Em 2006, a candidata Heloísa Helena, lançada pelo partido para concorrer à Presidência, obteve mais de 5% dos votos, mas as pesquisas apontam Plínio com menos de 1%.

Plínio afirmou que a campanha deste ano foi "bem mais difícil" do que a anterior para o PSOL. "Mudou muito a situação. "Hoje você tem um Lula absoluto e um País anestesiado. É uma situação psicoldélica."

O candidato chegou ao Colégio Santa Cruz, no Bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, para votar por volta das 10h05. Ele estava acompanhado por sua esposa, Marieta Ribeiro de Azevedo, suas duas netas, um dos filhos e a nora, além de assessores. Ao chegar, posou para fotos, fazendo o símbolo da vitória. Rodeado pelos jornalistas, brincou que está bastante popular, mas criticou a postura da imprensa durante a campanha. Ele disse que não apareceu o suficiente no noticiário, pois a imprensa deu mais destaque aos demais candidatos. Meia hora depois de votar, Plínio deixou o Colégio de carro e retornou à sua residência.

Acompanhado pela família, o candidato à Presidência Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) chega ao Colégio Santa Cruz, em São Paulo, para votar
Olívia Alonso
Acompanhado pela família, o candidato à Presidência Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) chega ao Colégio Santa Cruz, em São Paulo, para votar
Ao avaliar o desempenho de sua campanha, o candidato afirmou que havia a intenção de aumentar a presença do partido na Câmara dos Deputados. “Havia fortemente o objetivo de eleger o Ivan Valente (candidato a deputado federal pelo PSOL)." Sobre sua candidatura, Plínio disse que era uma "tarefa política", e que foi cumprida. "Não era uma candidatura pessoal, não era um ´egotrip´", afirmou.

Plínio afirmou ainda que a falta de apoio de Heloísa Helena à sua candidatura afetou sua campanha, mas disse que acredita que presidente do PSOL votará nele. "Eu imagino que [a fata de apoio pessoal de Heloísa Helena] teve um resultado eleitoral negativo. Ela é muito popular, muito mais do que eu".

Segundo ele, a Heloisa Helena teve uma concorrência difícil à reeleição do Senado por Alagoas. "Os candidatos Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor se uniram contra ela, e ela ficou presa por lá para brigar." Nos últimos meses, Heloisa Helena declarou seu apoio à candidata Marina Silva (PV) , o que desagradou Plínio.

Em relação a uma possível candidatura em 2014, Plínio disse que vai depender de como ele estiver na ocasião. “Se eu estiver como estou agora, vou querer concorrer sim.” Segundo ele, sua ideia de agora em diante é de montar um partido "como foi o PT, e que o PT desistiu". "Aquele partido vai ressurgir."

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