Candidato do PSOL à Presidência da República enxerga dentro do organismo uma 'conspiração' para desqualificar ensino no país

O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, disse hoje, após rápida passagem pela Universidade de Brasília (UnB), que os estudantes brasileiros estão sendo vítimas de uma "conspiração" patrocinada pelo Banco Mundial, que visa “transformar as universidades brasileiras em universidades meia-boca, que vão formar profissionais não totalmente capacitados para exercer profissões mais sofisticadas da era da informação”.

O objetivo dessa “conspiração”, segundo Plínio, seria baixar o preço do trabalho intelectual, “que é o novo trabalho produtivo”. Ele disse que a economia mundial não vai se basear mais no operário de fábrica, e sim no universitário. Por isso, “vão expandir as universidades e baixar o nível delas nos países emergentes”.

Segundo Plínio, esses países vão receber dinheiro do Banco Mundial para expandir suas universidades, mas em compensação vão ter um ensino de baixa qualidade, possibilitando o achatamento salarial de futuros profissionais. Enquanto isso, na sua avaliação, “o grande ensino (de qualidade) continuará sendo oferecido em instituições como Harvard e Cornell (EUA), Sorbonne (França).

Reforma agrária
O candidato também disse que pretende combater a desigualdade social no país por meio da reforma agrária. A proposta de Plínio Sampaio é acabar com fazendas superiores a mil hectares. “Nenhuma propriedade com mais de mil hectares. Todas elas devem ser divididas e entregues à população que não tem terra neste país”, afirmou o presidenciável, que, após o evento na UnB, distribuiu panfletos na rodoviária do Plano Piloto, no centro da capital federal. 

Copa do Mundo
O candidato afirmou ser contrário à construção de estádios milionários para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que será realizada no Brasil. Segundo ele, o país já dispõe de estádios, rede hoteleira e aeroportos suficientes para sediar o mundial.

 “Não é necessário fazer um tremendo de um elefante branco, de um estádio fantástico, que depois ficará vazio e não cuidar da nossa gente. Isso é uma chantagem de grupos estrangeiros e não devemos aceitar”, disse Plínio Sampaio.

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