Plínio de Arruda Sampaio defende a extinção do Senado

Para candidato do PSOL, "os senadores não servem para nada, a não ser manter as oligarquias, tipo Sarney"

Nara Alves, enviada ao Rio |

O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, defendeu hoje no Fórum Nacional, realizado no Rio, a extinção do Senado Federal. “Os senadores, com todo o respeito, não servem para nada a não ser manter as oligarquias, tipo Sarney. Não sei quem é fã do Sarney aqui”, afirmou. Também estão presentes ao evento o candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), e a presidenciável do PV, Marina Silva .

“O Brasil não precisa do Senado. O país nunca foi uma federação. Sempre foi unitário”, disse o candidato. Segundo ele, o sistema brasileiro é uma cópia dos EUA. “Lá funciona, aqui é um valha conto de caciques”, afirmou, fazendo um gesto com as mãos que significa roubalheira.

Plínio também disse que o Brasil está aceitando “a mediocridade” com relação ao crescimento econômico. Segundo ele, o PSOL não tem um plano de governo. “O programa do PSOL é construir uma correlação de forças para criar uma dinâmica de transformação social”. Para Plínio, o problema é "para o que e para quem nós vamos desenvolver o País”. Ele disse ainda que o problema do desenvolvimento é histórico e a responsabilidade por isso não é do governo Lula nem foi do governo Fernando Henrique Cardoso.

O Fórum Nacional é promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE)  e tem como tema principal as propostas para o desenvolvimento do Brasil. Os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff não compareceram. Dilma está sendo representada por Michel Temer.

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