Coligação de Omar Aziz evita falar sobre caso das pichações em Manaus com acusações ao candidato

Quase dois meses após o início das investigações por parte da Polícia Federal (PF) do Amazonas sobre o caso das pichações em equipamentos públicos com mensagens de acusação contra o governador e candidato à reeleição, Omar Aziz (PMN), membros da coligação “Avança Amazonas” evitam falar sobre o assunto. O argumento é que qualquer comentário pode atrapalhar as investigações.

O assessor jurídico de Omar Aziz, Daniel Nogueira, disse que “não é prudente” repassar, no momento, qualquer informação. As investigações começaram quando o juiz da propaganda eleitoral, Carlos Zamith, encaminhou à PF a representação, protocolada dia 9 de julho junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), após tomar conhecimento das acusações.

A PF ainda não se manifestou sobre o assunto. Frases como “Omar sujo” e “Omar pedófilo”, foram pintadas com tinta branca em pontos de ônibus e bancos de concreto espalhados por toda a cidade de Manaus. Agora, de acordo com a assessoria de comunicação do candidato, em alguns municípios do interior, se referem às investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito da Exploração Sexual de 2005.

Durante investigações da CPI, presidida pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), Aziz foi citado por uma adolescente. Ela assegurou que fez programas com o político. Aziz teve o nome retirado do relatório após um pedido do senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM).O presidente em exercício da comissão, Ney Suassuna (PMDB-PB), deu voto de minerva pela exclusão.

Sem provas

O gesto de Suassuna gerou protestos de membros da CPI e de entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente. As acusações, entretanto, nunca foram provadas. Durante as eleições para prefeito em 2008, quando Omar Aziz concorreu ao cargo, pichações semelhantes também se espalharam por toda Manaus.

O suposto caso de pedofilia acabou prejudicando a candidatura de Aziz, em 2008, segundo ele próprio reconheceu. Mesmo recebendo o apoio político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Aziz não conseguiu chegar ao segundo turno, ficando apenas em terceiro lugar nas eleições.

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