PF abre inquérito, mas não investiga ministra-chefe da Casa Civil

Ministro da Justiça diz que investigação de denúncia de tráfico de influência focará no filho de Erenice e em empresas e advogados

Fred Raposo, iG Brasília |

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto determinou que a Polícia Federal abra inquérito, a partir de hoje, para investigar denúnicas de tráfico de influência na Casa Civil. Em rápida entrevista coletiva, Barreto disse que a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, não será alvo da investigação.

Segundo ele, uma investigação envolvendo a ministra, que tem foro privilegiado, depende de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal. O inquérito se concentrará na participação filho de Erenice, Israel Guerra, além de advogados e empresas, em suposto lobby em troca de propina.

"Os fatos não narram atuação direta da ministra", afirmou Barreto. O ministro explicou, no entanto, que ela pode ser chamada a depôr na PF."Conversei com ela hoje cedo e ela demonstrou estar tranquila, com interesse na apuração da verdade. Vamos buscar a apuração dos fatos dentro da nossa competência".

Barreto acrescentou que o prazo da conclusão do inquérito dependerá do andamento da investigação. Nesta terça-feira, Erenice encaminhou ofícios aos ministros Luiz Paulo Barreto e Jorge Hage (Controladoria Geral da União), onde pede a abertura de investigaões sobre o caso. Em nota, a ministra da Casa Civil classificou de "mentiras" as acusações de tráfico de influência.

A entrevista do ministro da Justiça foi convocada depois de encontro na manhã desta terça-feira envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diversos ministros. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também falou à imprensa para rebater ataques ao governo e anunciou pacote de medidas para reforçar controle de dados sigilosos da Receita Federal.

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