Petistas comemoram vitória de Dilma na avenida Paulista

Festa começou logo depois que o TSE divulgou a primeira parcial da apuração dos votos

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Cumprindo a tradição iniciada em 2002, com a eleição do presidente Lula, centenas de militantes petistas ocuparam na noite deste domingo a avenida Paulista para comemorar a vitória de Dilma Rousseff (PT) como a primeira presidenta mulher eleita no País. A Polícia Militar fechou o trecho da avenida Paulista entre a avenida Brigadeiro Luiz Antônio e a alameda Campinas, no sentido Consolação.

A festa dos militantes petistas começou pouco depois das 19h00, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou a primeira parcial de apuração de voto, dando a Dilma a vitória no pleito deste domingo. Com o apoio de um carro de som da Força Sindical, os militantes, portando bandeiras do PT e de Dilma, cantarolam os jingles de campanha e dançam ao som de músicas provocativas ao rival José Serra (PSDB), candidato derrotado nesta noite.

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Militantes fazem festa na avenida Paulista para comemorar vitória de Dilma
Os militantes petistas providenciaram até uma imagem de Serra com chifres, exposta em cima do trio elétrico. O único político de peso na festa é o deputado reeleito pelo PDT, Paulo Pereira da Silva, “O Paulinho da Força”. Segundo o sindicalista, a vitória de Dilma Rousseff significa a continuidade do “projeto político liderado pelos trabalhadores”. “Há oitenta anos, as mulheres nem votavam. Hoje elas lideraram o Brasil, numa prova de que a democracia brasileira avança”, disse o deputado.

Grande parte das centrais sindicais deu apoio a Dilma neste segundo turno. Segundo o líder da Força Sindical, as centrais esperam que a presidenta eleita retribua o apoio colocando em pauta projetos caros aos trabalhadores e polêmicos para os empresários, como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário para as aposentadorias.

O sindicalista acredita que Dilma terá mais facilidade de governar que o presidente Lula, já que os partidos aliados à candidatura petista conquistaram a maioria de cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado. Porém, Paulo Pereira da Silva acredita que Dilma terá que negociar muito com os partidos aliados para realizar as reformas que o Brasil precisa.

“Mesmo tendo maioria, ela terá que fazer uma Reforma Tributária fatiada, a fim de tentar conquistar apoio de todos os aliados. Ela terá dificuldade de manter a base de apoio unida nesses projetos, mas Dilma herdou não só os votos do presidente Lula, mas quero crer que a capacidade de negociar também”, avalia Paulinho.

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Festa na avenida Paulista para comemorar eleição de Dilma
No primeiro mandato do presidente Lula, o ministro do Trabalho foi o ex-presidente da CUT, Luiz Marinho, hoje prefeito de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Paulinho diz que não pretende se candidatar ao cargo de ministro, mas vai brigar para manter no cargo o atual ministro, Carlos Luppi, que é do seu partido, o PDT. “O Luppi no ministério fez um ótimo trabalho e acho que todas as centrais estão de acordo em mantê-lo no cargo, mesmo com as outras centrais não sendo aliadas ao meu partido. Acho que a Dilma terá a sensibilidade de mantê-lo na sua equipe”, palpitou o sindicalista.

A festa na avenida Paulista reuniu até agora cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar. A organização espera que pelo menos cinco mil militantes passem pelo local da comemoração até o fim da noite deste domingo. Por todos os lados é possível ver militantes com máscaras com o rosto de Dilma Rousseff. As provocações contra Serra, segundo Paulinho, são para "exorcizar os anos de briga que as centrais tiveram com Serra à frente do governo do Estado".

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