PDT insiste em ficar com vaga de vice em pleito de SP

A possibilidade de o PT lançar Eduardo Suplicy como candidato a vice-governador de Aloizio Mercadante em São Paulo irritou o PDT

iG São Paulo |

A possibilidade de o PT lançar o senador Eduardo Suplicy como candidato a vice-governador de Aloizio Mercadante em São Paulo irritou o PDT, que pleiteia a vaga. O partido já boicotou a reunião desta tarde da frente de oposição ao PSDB no Estado, que tratou da formação da chapa puro-sangue petista. "Ninguém do PDT foi à reunião, tem muita gente no partido achando que não é bom abrir mão do vice, mas espero resolver isso com o Mercadante aqui em Brasília", disse o presidente estadual do PDT, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que já está na capital federal. 

O PDT integra a coalizão de 11 partidos liderada pelo PT com a promessa de indicar o vice de Mercadante. O primeiro nome cogitado para a vaga foi o do prefeito de Indaiatuba, o ex-deputado federal Reinaldo Nogueira, que preferiu ficar no comando da cidade paulista. Na convenção estadual do partido, realizada dia 8, os nomes do ex-prefeito de São José do Rio Preto Manoel Antunes e da presidente da ala feminina da sigla, Eunice Cabral, foram então indicados ao posto. Por recomendação do PT, o evento não definiu o candidato oficial do PDT para ocupar a vaga. 

Desde o início do mês, setores do PT articulam a formação da chapa puro-sangue para o governo paulista. O coordenador da campanha de Mercadante e prefeito de Osasco, Emídio de Souza, fez o convite a Suplicy. Eleito senador em 2006 com 8,9 milhões de votos, o petista teria cacife eleitoral para fortalecer o potencial de Mercadante nas urnas. Na última pesquisa DataFolha de intenções de voto para governador, Mercadante figurou com 13%, ficando muito atrás do tucano Geraldo Alckmin (PSDB), com 52%. 

Em troca da desistência pela vaga de vice, o PT tenta negociar com o PDT a indicação do nome dos dois suplentes às candidaturas da frente partidária ao Senado, que deverão ficar com Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB). Paulinho admite que essa proposta não foi bem recebida pelo PDT. Além das suplências, o partido poderia ocupar algumas secretarias de um eventual governo petista. 

De acordo com o parlamentar, o partido segue aberto para negociar com o PT a vaga de vice na chapa encabeçada por Mercadante à sucessão no Palácio dos Bandeirantes, mas não abrirá mão do posto tão facilmente. "O PT deve fazer uma proposta e nós vamos estudá-la. Vamos levá-la para a direção do partido", afirmou. "Enquanto não houver uma boa proposta do PT, vamos insistir no vice." 

De acordo com o deputado, o presidente nacional do PDT, ministro do Trabalho Carlos Lupi, deixou claro em reunião em Brasília que a sigla não deve desistir do posto. O deputado estadual espera que a coordenação de campanha do PT se reúna ainda nesta semana com o PDT para tratar da questão. 

O presidente estadual do PT, Edinho Silva, minimiza a reação do PDT, nega que haja uma crise na coligação e garante que a decisão sobre a vaga de vice caberá ao aliado. "Quando surgiu o nome do Suplicy entre alguns partidos aliados, eu entrei em contato com o PDT para garantir que a decisão sobre a vice caberá a eles", disse. "O Suplicy é um nome forte, mas a posição será a do PDT com, claro, aval do Mercadante. Não há crise", afirmou. 

Sem o PDT, a frente de 11 partidos de oposição ao PSDB definiu hoje, em uma reunião na sede do PR, em São Paulo, os nomes que integrarão o conselho da campanha de Mercadante. O próximo encontro será também na capital paulista, na próxima segunda-feira (24), na sede do PPL.

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