PDT adia indicação de Olímpio como vice de Mercadante

Sem o veto do PT, o deputado estadual Major Olímpio (SP) enfrenta agora a resistência de alas do seu próprio partido, o PDT

Agência Estado |

Sem o veto do PT, o deputado estadual Major Olímpio (SP) enfrenta agora a resistência de alas do seu próprio partido, o PDT. A sigla adiou a indicação do parlamentar, no próximo sábado, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Aloizio Mercadante (PT). Durante a convenção do PDT, o partido vai definir apenas os candidatos a deputado federal e estadual em São Paulo, além de aprovar a aliança com o PT no Estado.

A ordem de não referendar o nome de Olímpio neste fim de semana veio de cima, da Direção Nacional do PDT. De acordo com integrantes da sigla, o presidente de honra do partido, o ministro Carlos Luppi, ainda aposta no ex-prefeito de Rio Preto (SP) Manoel Antunes como candidato ideal para composição da dobradinha com Mercadante. O impasse será resolvido em reunião da Executiva Estadual do PDT, em 23 de junho, um dia antes da Convenção Estadual do PT.

O PDT integra a coalizão de 12 partidos, liderada pelo PT, com a promessa de indicar o vice de Mercadante. O primeiro nome cogitado para a vaga foi o do prefeito de Indaiatuba, o ex-deputado federal Reinaldo Nogueira, que preferiu ficar no comando da cidade paulista. Na convenção estadual do partido, realizada no dia 8 de maio, Manoel Antunes foi indicado ao posto, mas seu nome foi rejeitado pelo PT. Com o anúncio de que não "aceitaria mais vetos", o PDT impôs a candidatura de Major Olímpio. A proposta não foi bem aceita pelo PT, que vislumbrava uma chapa puro-sangue, com o senador Eduardo Suplicy (SP), para o governo paulista.

Apesar da resistência dos petistas, o presidente estadual do partido, Edinho Silva, garante que essa questão já está definida e que Olímpio será indicado para o cargo até o fim do mês, prazo para a formalização das candidaturas às eleições deste ano. A maior rejeição a Olímpio, como explica o presidente estadual do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, está na própria sigla. "Temos ainda de discutir sobre a indicação do Olímpio. Embora seja consenso entre os aliados, não encontra eco em toda a legenda."

O presidente do PDT-SP explica que algumas alas do partido acreditam que o parlamentar não reúne cacife eleitoral suficiente para fortalecer Mercadante nas urnas. Antes de ser eleito deputado estadual, Olímpio ocupou apenas cargos de suplência. Outra questão que emperra a formação da chapa capitaneada pelo PT ao governo paulista é a indefinição dos nomes que ocuparão as vagas de suplente de senador na frente de partidos que irá apoiar Mercadante. Com os nomes de Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B) já encaminhados, os partidos menores disputam a indicação pela suplência. "O PR quer uma vaga e os outros partidos pretendem indicar o outro nome de suplente", explica Edinho. "Se já definirmos o nome do candidato a vice-governador, teremos de fechar esses nomes também. Por isso a opção é adiar a oficialização do nome", justificou.

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