Paulo Souto evita fazer críticas ao governo Lula

Candidato do DEM ao governo baiano poupa o presidente e nega esconder Serra na propaganda eleitoral

Aura Henrique, iG Bahia |

O candidato do Democratas ao governo da Bahia, Paulo Souto, evitou fazer críticas ao governo Lula, nesta quarta-feira, durante sabatina realizada pelo grupo de telecomunicações A Tarde, em Salvador. As declarações de Souto vieram confirmar a estratégia sinalizada em sua campanha, de evitar choques com o governo federal por conta dos altos índices de popularidade alcançados pelo presidente Lula, beirando os 80%.

O candidato demista negou ainda uma suposta tentativa de se desvencilhar da imagem do tucano José Serra, quem apoia para presidente. Segundo Souto, a pouca presença de Serra em sua campanha se deve apenas ao tempo escasso na propaganda eleitoral gratuita, não existindo razão para esconder uma aliança “que todo mundo sabe”. Mesmo assim, Souto garantiu que pretende ter uma boa relação com Dilma Rousseff (PT), caso ambos sejam eleitos.

Souto chegou a livrar a cara de Lula quando o assunto foi segurança pública, criticando diretamente o governador Jaques Wagner (PT), que tenta reeleição. Ele afirmou que Lula não é o responsável pelos altos índices de violência e negou ser, ele mesmo, o responsável pelo problema na Bahia. “É impossível que alguém ainda queira atribuir ao meu governo, finalizado em 2005, um aumento de 70% no número de homicídios de 2007 para cá”, disse.

Para ele, programas federais como Luz Para Todos e o Água Para Todos vão para os Estados automaticamente, sem influência direta dos governos estaduais. “Se alguém souber nomear uma ação própria do governo do Estado me diga porque eu desconheço”, questionou.

Sobre a criminalidade, Paulo Souto disse que pretende focar no combate ao tráfico de drogas através de uma agência especial de inteligência. Ele também apresentou programas sociais como fundamentais para a diminuição da criminalidade e o atendimento a dependentes químicos.

“Os Centros de Atenção Psicossocial são uma alternativa no tratamento de dependentes. E não é 'cadeia ou caixão', as famílias querem alternativas”, afirmou em clara referência à declaração de Wagner sobre o destino de dependentes do crack.

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