Paulistanos já estavam na fila 2 horas antes do início da votação

Eleitor de 75 anos chega às 6h15 e diz que vota para melhorar o País para os jovens

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Colégios eleitoras de todo o País abriram as portas para dar início à votação às 8h deste domingo. Duas horas antes, porém, paulistanos já aguardavam na fila. Alguns, por convicção do direito que têm. Outros, para se livrar logo da obrigação de votar.

Flávio Torres/Fotomídia
Sob chuva, paulistanos aguardam abertura de colégio para votar na zona oeste de São Paulo

Jorge de Melo, aposentado de 75 anos, desde os 70 anos não é mais obrigado a votar pela lei, mas faz questão de ir às urnas. " Pretendo melhorar este País não para mim mas para vocês (jovens)", afirmou. Ele diz já ter sido jornalista do extinto "Notícias Populares" e participado de momentos importantes da história política brasileira. "Quando teve a prisão do Lula no DOPS (Departamento de Ordem Polícia e Social) eu já estava lá de plantão", contou.

Flávio Torres/Fotomídia
Engenheria Margô Fátima Oliveira (à esquerda) chegou às 6h50 para votar no colégio Palmares
Melo chegou com quase duas horas de antecedência ao colégio Fernão Dias Paes, na avenida Pedroso de Moraes, zona oeste da capital paulista, e diz ter feito isso para se prevenir. "Há uns 15 anos, nesse horário, a fila já dava voltas no quarteirão. Diminuiu muito as pessoas (SIC)", disse.

Logo atrás de Melo, estava Santa Moreira dos Santos, de 71 anos, também apossentada, para quem ir votar é também uam forma de mostra que está "forte". " Tem que ter coragem, enfrentar a luta. Se as pernas tá boa e a cabeça funcionando é legal vir (SIC)", disse.

Sob chuva e forte frio os dois conversavam animadamente quando Akiko Harada, de 75 anos, chegou questinando se os idosos tinham acesso preferencial ou teriam que aguardar na fila. O riso foi geral. "Aqui só tem idoso", disse um. "Aqui estamos tentando disputar quem é o mais novo. Só tem de menor", brincou Jorge Melo.

Apesar da esperança, Melo acha que essa será a última vez que irá votar. Considera que o esforço não anda valendo à pena. "Toda eleição é a mesma coisa: saúde e segurança, saúde e segurança. É o mesmo disco, a mesa laia, não muda nada", opinou.

Votar cedo para ter o domingo livre também foi a justificativa dos primeiros da fila no colégio Palmares também na avenida Pedroso de Moraes, como o caso da engenheira Margô Fátima Oliveira, de 48 anos. " Cheguei cedo para garantir, ter agilidade", disse ela que estava sentada em um banco desde às 6h50.

Eli Rosa, de 67 anos, doméstica, saiu de Carapicuíba, onde mora, às 6h para chegar ao colégio às 7h30. "Cheguei cedo para ser a primeira e ir embora logo. Só vou votar até os 70; depois, não mais", disse ela, que considera que o voto não deveria ser obrigatório.

Por motivos profissionais, Vera Lúcia Melo de 63 anos também chegou cedo. "Sou cuidadora de idosos em casa de família. Assim que sai daqui vou direto trabalhar", disse ela, que guardava na bolsa uma listinha com o nome dos candidatos." É uma decisão difícil, tem que ser consciente", acrescentou. 

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