Patrus deve cuidar da agenda de Dilma em Minas

Unificação de campanhas foi uma das condições do ex-ministro para aceitar ser vice na chapa de Hélio Costa (PMDB) ao governo

Bernardino Furtado, iG Minas Gerais |

Para conter a adesão de prefeitos e outros líderes políticos petistas ao “Dilmasia”  — voto em Dilma Rousseff (PT) para presidente e em Antonio Anastasia (PSDB) para governador —, o ex-ministro do Desenvolvimento Social e do Combate à Fome Patrus Ananias (PT) reivindicou do comando nacional da campanha uma forte agenda comum para Dilma e o candidato a governador Hélio Costa (PMDB). As visitas da candidata e do presidente Lula a Minas Gerais, a criação e o funcionamento de comitês, reuniões políticas e comícios terão de estar colados à campanha de Hélio Costa, defende Patrus.

Integrante do grupo que derrotou o ex-ministro nas eleições internas para a direção estadual e nas prévias para a indicação do candidato a governador, o presidente do PT-MG, deputado federal Reginaldo Lopes, confirma a reivindicação de Patrus. “Ele está querendo coordenar essa área, ter uma participação maior na campanha da Dilma. Estamos estudando isso. Acho que, como candidato a vice, ele tem condição de exercer esse papel”, disse Lopes nesta quarta-feira (23).

O ex-secretário Nacional de Direitos Humanos Nilmário Miranda, aliado de Patrus, diz que a memória do voto "Lulécio" — Lula presidente e Aécio Neves (PSDB) governador — em 2006 reforça a necessidade de fazer o que o ex-ministro chama de "campanha integrada".

Candidato a governador em 2006, Nilmário foi desestimulado a comparecer a um encontro entre Lula e um grupo de aproximadamente 70 prefeitos, realizado em Montes Claros, principal cidade do Norte de Minas. “Avisaram que nenhum prefeito lá me apoiava e eu simplesmente não pude estar ao lado do candidato a presidente do meu partido”, lembra Nilmário.

Em 2006, candidato pela segunda vez consecutiva, Nilmário teve um retrocesso de votação. No primeiro turno, que decretou a reeleição de Aécio com 77% dos votos válidos, o petista teve 22%. Em 2002, Nilmário chegou a 31%. Já Lula superou Geraldo Alckmin (PSDB) em Minas Gerais no primeiro turno com margem de 10 pontos percentuais, equivalentes a mais de 1 milhão de votos. Adversário de Patrus no PT mineiro, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel foi o coordenador de fato do principal comitê da campanha de Lula em Minas Gerais em 2006.

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