Patrícia Saboya e Pedro Ribeiro declaram apoio a Marina Silva

Os partidos dos parlamentares fazem parte da coligação da candidata do PT, Dilma Rousseff

Lauriberto Braga, iG Ceará |

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, recebeu o apoio da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), ex-mulher do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), e do deputado federal Pedro Ribeiro (PR-CE) em visita ao Ceará hoje. Os dois políticos fazem parte da aliança formal da candidata Dilma Rousseff (PT).

Os dois apoios foram anunciados no encontro que Marina teve com a juventude do Partido Verde, na manhã de hoje, no Hotel Praia Centro em Fortaleza (CE). Patrícia e Pedro Ribeiro estiveram presentes e  disseram que optaram por fazer campanha para Marina, mesmo com os seus partidos apoiando à candidatura da candidata do PT. Pedro Ribeiro disse que o PR do Ceará o autorizou a fazer campanha para Marina. Já a senadora declarou que ainda vai procurar o PDT para informar oficialmente sua posição. "A Marina é minha candidata, porque sei de seus propósitos para o Brasil. A conheço do Senado e estou engajada na campanha dela", disse Patrícia Saboya.

AE
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) cumprimenta a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE)
Marina agradeceu os apoios e na coletiva de imprensa após o evento disse: "é com essa campanha criativa que vamos para o segundo turno. São, por exemplo, 80 mil pessoas pela Internet que estão difundindo nossa mensagem. É uma campanha modesta, mas que já está tomando conta do Brasil. Temos apenas oito meses de campanha e estes nove, dez por cento são relevantes nas pesquisas, pois ainda não começamos o horário eleitoral no Rádio e na Televisão". Ela também disse que Dilma e José Serra (PSDB) já estão em campanha há pelo menos três anos. Marina afirmou que seu palanque é suprapartidário. "Quem vai ganhar esta eleição é a sociedade brasileira. Não quero um palanque de 500 anos. Oferecemos ao Brasil uma opção programática que está se difundindo", disse a senadora

Ibama
Marina cometou a nota do Institituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que inocenta seu vice Guilherme Leal (PV), de crimes ambientais, divulgada ontem.

"Tenho muito orgulho de meu vice. Tentaram manchar a imagem dele. Mas o Ibama lançou uma nota dizendo que ele está correto", disse. "Não vou participar de baixarias. Jamais inventaria coisa para difamar quem quer que seja. Não vamos entrar no jogo sujo".

Casas de Marina
Marina Silva aproveitou a passagem por Forteleza para continuar a campanha da construção de Casas de Marina. Hoje ela inaugurou uma no bairro Titanzinho em Fortaleza (CE). "Espalhem a ideia da Casa de Marina. Faça de sua janela a sua Casa de Marina. Pregue no seu caderno uma foto da Marina e faça esta campanha que nos levará ao segundo turno. Porque o Brasil depois de eleger um sociólogo e um operário vai perder o medo e elegerá uma mulher para presidente do Brasil", disse.

No final de sua fala para juventude, Marina disse que vai manter o Bolsa Família e lamentou que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) tenha sido impedido de concorrer à presidência este ano. "Privaram
o Ciro de se candidatar. Sempre defendi mais candidaturas. Por isso lamento profundamente que ele não tenha saído candidato. Mas o eleitor é quem vai decidir que ganhará esta eleição", falou a candidata.

Revitalização do São Francisco
Na visita ao Ceará, Marina Silva também falou da fiscalização ambiental para a interligação de bacias do rio São Francisco. Para Marina, a licença dada em sua gestão no Ministério do Meio Ambiente não garante que a obra de transposição esteja sendo feita corretamente. Ela disse que deve ser tomado cuidado para que todas as condicionantes do projeto sejam cumpridas.

"Eu não me ative ao processo de oportunidades e conveniências. Eu cuidei, quando ministra do Meio Ambiente do licenciamento da obra de transposição e a decisão do governo foi na direção da transposição. Existia a polêmica que poderiam ter outras soluções, mas o que nós fizemos foi dar a viabilidade ambiental do projeto", disse Marina. "Agora se não está sendo cumprido este pacto, a sociedade tem que criar mecanismos de controle para fazer cumprir as condições exigidas".

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