Partidos fazem convenção com pendência em palanques

O Paraná é um problema ainda sem solução para Dilma Rousseff, depois que as conversas do PT com o PDT foram interrompidas

Agência Estado |

Os maiores partidos realizam suas convenções nacionais partidárias neste fim de semana com algumas pendências nos palanques pelos Estados. O Paraná é um problema ainda sem solução para a pré-candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, depois que as conversas do PT com o PDT foram interrompidas.

O pré-candidato José Serra (PSDB) está em situação delicada no Rio de Janeiro. Apesar do apoio do PV, DEM e PPS, o palanque oficial do candidato ao governo pelo PV, Fernando Gabeira, será de Marina Silva (PV), candidata à Presidência. O calendário eleitoral estabelece a realização de todas as convenções, nacionais e estaduais, até o fim do mês.

Em nome da aliança nacional em torno de Dilma Rousseff, o PT sacrificou a disputa nos Estados e, a quatro meses das eleições, calcula ter chances reais de eleger três governadores. Atualmente, o partido comanda cinco Estados: Pará, Acre, Bahia, Sergipe e Piauí. Na estratégia de atrair o PMDB, considerado essencial na disputa presidencial, o PT abriu mão do segundo e do terceiro maiores colégios eleitorais do País - Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente - e não contará com o apoio dos peemedebistas em Estados onde o PT já governa (Bahia e Pará) nem em São Paulo, maior colégio eleitoral, cujo pré-candidato é Aloizio Mercadante (PT).

O PSDB tem definido candidatos em 12 Estados e prevê, a quatro meses das eleições, chance de eleger pelo menos sete. O cálculo inclui os dois maiores colégios eleitorais do País, São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia. Além dos dois, os tucanos consideram como fortes candidatos à vitória: Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA), Sílvio Mendes (PI) e Wilson Santos (MT). Hoje, o PSDB comanda seis Estados com Alberto Goldman (SP), Anastasia (MG), José Anchieta Júnior (PR), Leonel Pavan (SC), Teotônio Vilela (AL) e Yeda Crusius (RS).

PSDB, PT e PMDB realizam suas convenções nacionais neste fim de semana. Amanhã, os tucanos oficializam o pré-candidato José Serra, em Salvador (BA), e o PMDB, em Brasília, formaliza o apoio à pré-candidata petista, Dilma Rousseff, e indica o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para vice na chapa. No domingo, o PT lancha a chapa Dilma-Temer.

Na estratégia de favorecer o PMDB nos Estados, restou ao PT entrar na disputa com Jaques Wagner (BA), Ana Júlia Carepa (PA) e Marcelo Déda (SE), governadores em busca da reeleição. Além deles são candidatos: Tarso Genro (RS), Mercadante (SP), Ideli Salvatti (SC), Tião Viana (AC), Zeca do PT (MS) e Eduardo Valverde (RO).

"O quadro eleitoral mostra que o PT está viabilizando o objetivo central, que é a eleição de Dilma", afirmou o deputado José Genoino (PT-SP). Ele disse que a estratégia petista prevê fazer bancadas maiores na Câmara e no Senado a fim de garantir apoio parlamentar a Dilma, em caso de eleição. Segundo o deputado, a intenção do partido é aumentar a bancada atual de 10 senadores para 16 ou 18 e crescer a bancada da Câmara, composta hoje por 79 deputados.

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