Partidos abrem amanhã temporada de convenções

Siglas envolvidas na corrida presidencial aproveitam oportunidade para reeditar festas de lançamento de seus candidatos

iG São Paulo |

Os principais partidos políticos do País dão início esta semana à temporada de convenções nacionais, em que serão homologados os nomes escolhidos para disputar as eleições deste ano. Com seus representantes mergulhados há meses num giro nacional em busca de popularidade, PV, PSDB e PT vão aproveitar a oportunidade para reeditar as festas de lançamento de suas candidaturas presidenciais.

O PV abre a série nesta quinta-feira, em Brasília, ocupando o Centro de Convenções Brasil 21, a partir das 10 horas. A festa ocorre menos de um mês após um ato para anunciar a pré-candidatura da senadora Marina Silva (AC). Organizado em 16 de maio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o evento serviu de palco para a definição do empresário Guilherme Leal no posto de vice. Antes disso, o PV já havia encontrado um motivo para realizar mais uma festa para Marina. Foi em agosto de 2009, no ato que marcou sua filiação à legenda.

O PSDB, por sua vez, escolheu em abril passado a capital federal para lançar a pré-candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra ao Palácio do Planalto. Com boa parte das atenções da campanha voltadas a um plano para ganhar o eleitorado no Nordeste, o destino escolhido pelos tucanos para a convenção nacional foi Salvador (BA). O ato ocorrerá no sábado, Clube Espanhol, a partir das 9 horas.

A ex-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff teve sua maior festa até agora no Congresso Nacional do PT, no início deste ano. Aclamada como pré-candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a petista dividiu o palco com o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), escolhido para o posto de vice em sua chapa. A dobradinha deve ser repetida neste fim de semana, a começar pela convenção do PMDB, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 9 horas de sábado. No domingo, é a vez do PT, que fará sua convenção a partir das 10 horas, no Centro de Eventos Unique Palace, também em Brasília.

O nome de Dilma deve guiar os discursos também nas convenções de partidos que optaram pela coligação nacional com o PT, como é o caso do PDT e do PSB. O primeiro realiza sua convenção nacional na capital paulista, neste sábado, a partir das 10 horas, no Espaço das Américas. O segundo escolheu a data do dia 14 de junho para organizar o ato em Brasília. Já o nome de Serra deve ganhar atenção nos eventos de legendas como DEM e PPS. Os democratas marcaram sua convenção para 30 de junho, mas ainda não acertaram os detalhes do evento. Já o PPS organiza a festa no Hotel Guanabara, no Rio, no dia 26.

Da escolha à convenção
Veja os destaques na trajetória dos três principais presidenciáveis, desde sua indicação para disputar o Palácio do Planalto até a realização da convenção nacional.

Dilma Rousseff (PT )

Agência Estado
Sem experiência nas urnas, petista enfrentou resistências
Com um passado de militância contra a ditadura, Dilma Rousseff entrou na corrida pelas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem um nome natural para a vaga após as crises que tiraram do governo petistas como os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci, Lula chegou a cogitar nomes como os ex-ministros Tarso Genro (Justiça) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome). Por fim, optou por Dilma. Sem experiência nas urnas, a neopetista integrava os quadros do PDT antes de se filiar à sigla de Lula. Por isso, enfrentou resistências internas, que perderam força progressivamente. Ex-titular de Minas e Energia, Dilma substituiu Dirceu na Casa Civil, em meio ao escândalo do mensalão. Desde que foi escolhida para disputar a Presidência, passou por uma transformação na estética e no discurso, para se tornar mais atraente ao eleitorado do presidente. Dilma chega à convenção com um discurso recheado de promessas de continuidade.

José Serra (PSDB)

AE/JARBAS OLIVEIRA
Derrotado em 2002 por Lula, tucano ampliou capital político nos últimos anos
Aos 68 anos, o ex-governador de São Paulo é candidato a presidente pela segunda vez. Perdeu a primeira tentativa para Lula, em 2002. De lá para cá, foi eleito prefeito de São Paulo, em 2004, cargo que deixou dois anos depois, descumprindo a promessa de campanha de concluir o mandato. Chegou a se colocar como pré-candidato ao Planalto em 2006, mas a vaga acabou com Geraldo Alckmin. Serra optou pela vitória certa na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. A escolha ajudou a aumentar o capital político do tucano, que chegou à eleição deste ano como opção natural para o Planalto. Internamente, o favoritismo nas pesquisas contribuiu para firmar seu nome quando o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves se apresentou para a vaga. Desde que Aécio retirou a pré-candidatura, o PSDB se esforçava para convencer o mineiro a ocupar o posto de vice. Serra agora deve ir à convenção sem um companheiro de chapa definido.

Marina Silva (PV)

Adriana Elias/iG
Marina construiu trajetória no PT e migrou para o PV para disputar eleição
Nascida numa comunidade de seringueiros no Acre e alfabetizada somente aos 16 anos, a senadora Marina Silva (PV-AC) construiu sua carreira política dentro do PT. Conquistou visibilidade internacional, em especial no período em que comandou o Ministério do Meio Ambiente, a contar do primeiro ano de mandato do presidente Lula. O processo que culminou em sua pré-candidatura nasceu em meio a discordâncias entre sua pasta e áreas desenvolvimentistas do governo. Na Esplanada dos Ministérios, entrou em conflito com a equipe da ex-ministra Dilma Rousseff, por causa do licenciamento ambiental de obras do PAC. Aos poucos, passou a se queixar da falta de espaço para aplicar sua política para a área e optou por deixar o cargo. O PV, então, decidiu investir suas fichas na senadora como potencial candidata na eleição presidencial. Sua filiação foi assinada em agosto de 2009, data a partir da qual embarcou nos preparativos da eleição.

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