Para sociólogo, queda no número de jovens não altera eleição

Antonio Lavareda afirma que voto dos jovens reflete a média de outros segmentos etários

Severino Motta, iG Brasília |

O sociólogo Antonio Lavareda disse ao iG que a diminuição no número de jovens com 16 ou 17 anos aptos a votar não revela sinais que possam alterar a eleição. Além de pequeno, o grupo de jovens tem votado de maneira similar à média da população. A diferença, diz ele, se dá como que dentro da margem de erro de pesquisas.

“O jovem não vota de maneira diferenciada das demais faixas etárias. Isso [a diminuição] não traz consequências importantes na divisão dos votos”, avaliou.

O sociólogo ainda comentou que o perfil do eleitorado, havendo pelo menos 42% de eleitores em 2010 que não participaram da primeira eleição presidencial depois da queda da ditadura, não deve ser avaliado de forma significativa.

Segundo ele, não se pode falar em maior ou menor ideologização da população atual e seus reflexos nas eleições. “No segundo turno de 1989 Lula teve mais votos que Fernando Collor entre eleitores de renda alta e de alta escolaridade. Em 2006 foi o inverso, na eleição que ele derrotou Geraldo Alckmin”, disse.

“Nesses 17 anos houve uma transformação ideológica do eleitorado. O mais pobre, talvez pelo Bolsa Família e aumento do salário mínimo foi para a esquerda, e aqueles com maior escolaridade e renda para o centro e para a centro-direita. Hoje o eleitor não ter votado em 89 pode não significar nada, pois as mudanças aconteceram ao longo dos anos”, explicou.

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