Para Serra, decisão do STF sobre documento não mudará eleição

Com críticas a Dilma, tucano acha 'estranho' o fato de o PT ter ido ao Supremo para tentar mudar lei

Adriano Ceolin, enviado ao Rio de Janeiro |

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra , disse hoje que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a exigência de dois documentos para votar nas eleições, não vai alterar o resultado do pleito. Mas o candidato achou “estranho” que o PT tenha entrado com uma ação no STF, “na última semana”, para mudar a lei. “O PT entrou na última hora porque deve achar que o voto menos controlado o favorece”, afirmou Serra.

Segundo ele, “é estranho uma lei, que foi aprovada há um ano por todo o Congresso Nacional, que passou pela Casa Civil, inclusive pela Dilma, foi encaminhada ao presidente Lula e o presidente aprovou. A lei foi para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o TSE instruiu toda a população a votar de uma determinada maneira. A lei foi aprovada pelo PT, por todos os partidos, pelo TSE que fez a regulamentação. É uma lei que tornava a fraude no voto mais impossível. Tornava o voto mais seguro”, disse Serra em entrevista aos jornalistas numa galeria ao lado do hotel onde está hospedado no Rio de Janeiro.

O tucano negou que tenha conversado com o ministro Gilmar Mendes, do STF, antes dele ter pedido vista durante o julgamento da ação do PT para mudar a lei. O pedido de vista adiou a decisão do STF de ontem para hoje. “Eu poderia ter conversado, não tinha nada de mais”, disse Serra. Mas ao ser indagado se tinha mesmo telefonado para Gilmar Mendes na tarde de ontem, respondeu: “É mentira”.

Serra está no Rio para o último debate entre os presidenciáveis antes do pleito de domingo, que será promovido nesta noite pela TV Globo. Ao falar sobre a campanha, disse estar “muito satisfeito”. O candidato afirmou que viu pessoas de todos os cantos do País. “Recebi abraços que só me deram mais energia”, afirmou, acrescentando que está convencido de que irá para o segundo turno.

O candidato não poupou críticas à sua principal adversária na corrida presidencial, Dilma Rousseff (PT). “A candidata do PT foi de longe a que mais se escondeu na campanha. E ainda está escondida, seja atrás do presidente da República, seja atrás do aparato do seu partido. Você tem quatro candidatos. Três se expuseram bastante”, afirmou.

    Leia tudo sobre: pleito 2010eleições serraeleições dilma

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG