Para Sérgio Guerra, eleições serão disputadas 'no pau'

Coordenador-geral da campanha de José Serra diz que pesquisas estão equivocadas e que vencedor terá pequena diferença de votos

Thaisa Lisboa, iG Pernambuco |

O senador e deputado federal eleito, Sérgio Guerra (PSDB), afirmou hoje que o novo presidente será eleito com uma diferença mínima de votos e que existem “equívocos” nas pesquisas eleitorais. “Na verdade, as eleições serão disputadas no pau", disse após registrar seu voto na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de Boa Viagem, no Recife, na manhã deste domingo.

Para ele, não há confirmação sobre a possibilidade de êxito do candidato José Serra (PSDB) em Minas Gerais. No Rio de Janeiro, no entanto, ele acredita que o resultado nas urnas será desfavorável para os tucanos. Em contrapartida, crê que, no final, no Sudeste todo, haverá vitória do PSDB.

O senador declarou, ainda, que o partido realizou um estudo sobre a eleição em Pernambuco, porém o resultado não foi conclusivo. "Não sabemos o comportamento do Agreste, nem da Zona da Mata", afirmou.

Guerra, que também é coordenador-geral da campanha tucana, falou também que não há como prever se a abstenção dos votos irá favorecer Serra ou a adversária do PT, Dilma Rousseff .

Na avaliação de toda a campanha, o tucano diz que o presidente Lula, além de ter assumido uma postura de cabo eleitoral de Dilma, comportou-se como candidato. "Na minha visão, ele foi o responsável pela divisão de opinião dos brasileiros", falou.

Guerra ainda classificou a propaganda adversária como “desequilibrada”. "O orçamento deles (PT) é cinco vezes maior que o nosso, fora o desrespeito em relação à lei. Lula chegou a ser multado e achou graça nisso, foi perturbador. Além disso, o PT fez denúncias que não eram verdades. Vivemos num país de aloprados", declarou.

Questionado sobre o nível da disputa, Guerra disse que, no geral, a campanha foi prejudicada pelo desrespeito entre os dois. “Foi deplorável, desde a pré-campanha. Não honrou a tradição brasileira. O debate da Globo foi bom, porque eles conversaram com os eleitores e foram levantadas questões polêmicas como aborto e religião", lamentou.

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