Para ganhar Nordeste, Serra aposta em gargalos da região

Durante discursos e entrevistas, o tucano prometeu ampliar saúde no Maranhão e resolver problemas do cacau na Bahia

Wilson Lima, iG Maranhão |

Após ser criticado pela candidata Marina Silva (PV) pela falta de um plano concreto de governo, o presidenciável José Serra (PSDB) aproveitou sua passagem pelo Nordeste nos últimos dias para detalhar alguns de seus projetos. Além disso, Serra também utilizou essas viagens pela Bahia, Maranhão e Pernambuco para fazer algumas promessas ligadas diretamente aos gargalos da região.

No Maranhão, o tucano prometeu criar o "Ministério da Segurança" e implementar cursos técnicos para os beneficiários do Bolsa Família. A ideia do presidenciável é que o "Ministério da Segurança" trabalhe diretamente no combate ao crime organizado e no contrabando de armas e drogas. "Em São Paulo, a taxa de homicídios é de 12 para cada 100 mil habitantes. Na Bahia, de 50. É uma coisa louca", disse.

Serra ainda detalhou que sua intenção é realizar um treinamento assistido para as crianças por, no mínimo, "três ou quatro meses". "Esse vai ser o grande fortalecimento ao Bolsa Família, criando para isso, raízes sólidas. Para que as famílias possam progredir a partir do programa e não somente viver dele", explicou. Ele também defendeu a ampliação do ensino técnico no Brasil.

Gargalos
O grande trunfo de Serra para os discursos na Região Nordeste foram os gargalos regionais. No Maranhão, Serra defendeu a ampliação do sistema de saúde; na Bahia, a resolução do "problema do cacau".

Ainda no Maranhão, o tucano defendeu a construção de pelo menos cinco pronto-socorros. Hoje, o Estado tem apenas quatro unidades para emergências: duas em São Luís, uma em Imperatriz e outra em Pinheiro. "É preciso reforçar também toda a atenção básica da saúde. Nós vamos fazer um programa mãe maranhense. Em cada Estado, vai ter um programa voltado à mãe", projetou o tucano.

Na Bahia, Serra puxou para si a responsabilidade de recuperação das áreas de produção de cacau que foram devastadas desde a década de 80 por uma praga conhecida como vassoura-de-bruxa. O problema deixou uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão aos produtores baianos. "Vamos enfrentar essa dificuldade com seriedade, senão, não adianta nada. Ele vem se arrastando há mais de 20 anos sem nunca se resolver", disse. A ideia de Serra é que essa recuperação do setor na Bahia seja responsável pelo fomento de emprego e renda no estado.

*Com informações da Agência Estado

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