Para Gabrielli, Serra comete 'erro crasso' ao falar da Petrobras

Presidente da estatal diz que concessões de área exploratórias são feitas em leilões da Agência Nacional do Petróleo

Agência Estado |

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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje que acha mais do que natural e necessária a inclusão da estatal como um dos temas centrais de discussões entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Indagado sobre a inclusão da Petrobras no debate realizado ontem à noite na Rede Record, Gabrielli destacou que é preciso "esclarecer verdades".

"Dizer, por exemplo, que é a Petrobras, com seu conselho de administração, responsável por realizar concessões de áreas exploratórias é um erro crasso, um erro básico, que não se pode deixar passar", disse após evento na sede da estatal, no Rio de Janeiro, para a divulgação de resultados de projetos ambientais 2011.

Durante o debate, Serra chegou a afirmar que a Petrobras "entregou a exploração de petróleo para 108 empresas privadas", lembrando que isso aconteceu enquanto Dilma fazia parte do conselho de administração da Petrobras. Pela Lei 9.478, implementada na gestão de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, as concessões de áreas exploratórias são feitas por leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). As áreas a serem leiloadas são apontadas pela ANP ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que escolhe as que serão disponibilizadas.

Gabrielli destacou ainda que "a concessão é uma responsabilidade do governo, e que está regulamentada na lei das concessões". "Não é, nunca foi e não se pretende que seja uma função da Petrobras", comentou o executivo, em rápida entrevista ao deixar o auditório onde foram escolhidos os 44 projetos ambientais que receberão R$ 78,2 milhões para serem desenvolvidos em 2011.

Ainda sobre o debate de ontem, Gabrielli disse desconhecer completamente a influência do senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB) sobre a BR Distribuidora, como teria apontado o candidato tucano. "Quem acusou tem que provar. Não dá para sair por aí falando", disse o presidente da Petrobras.

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