Para diretor do Sensus, Dilma deve vencer no primeiro turno

Apesar da queda da petista na pesquisa e do avaço de Marina Silva (PV), instituto prevê que não haverá segundo turno

Agência Estado |

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O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse hoje que mesmo com a recente redução nas intenções de voto na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , a eleição deste ano deverá, mesmo, ser decidida no primeiro turno. Segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada na manhã de hoje, os votos válidos em Dilma caíram de 57,8%, no início do mês, para 54,7% nesta semana.

No entanto, para haver segundo turno Dilma teria de perder, até domingo, pelo menos 4,7 pontos porcentuais para deixar de ter mais de 50% dos votos válidos. "Esses 4,7 pontos equivalem a 6,3 milhões de votos. Em quatro dias é muito difícil haver essa mudança", disse Guedes.

Segundo o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, a redução nas intenções de voto em Dilma pode ser explicada pela repercussão das denúncias de irregularidades na Casa Civil, ministério que era ocupado pela petista até ela deixar o governo para iniciar a campanha.

Porém, como José Serra (PSDB) também teve ligeira redução nas intenções de voto (de 26,4% para 25,6% dos votos totais), quem acabou recolhendo os dividendos da crise foi a candidata do PV, Marina Silva , que subiu de 8,9% para 11,6%.

"A queda da Dilma reflete esses escândalos citados na televisão. Nesse processo, Serra acaba não ganhando. Marina leva. É natural que a pessoa fora da discussão acabe levando vantagem", disse Clésio Andrade. Na avaliação dele, o eleitor que deixou de votar em Dilma também não optou por Serra, uma vez que, segundo ele, o eleitorado não gosta de quem ataca em campanhas eleitorais.

Dados regionais

A partir dos dados regionais, o avanço de Marina torna-se mais evidente. No Nordeste, a candidata do PV saltou de 4,5%, entre os dias 10 e 12 de setembro, para 10,5% entre 26 e 28 deste mês. Enquanto isso, Dilma caiu de 69,2% para 62%. Serra manteve o mesmo patamar no Nordeste, oscilando de 17,2% para 17%. Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, Marina também teve expressivo avanço, passando de 10,8% para 17,7%. Serra caiu de 33,3% para 23,8% e Dilma, de 47,6% para 40,9%

No Sudeste houve poucas mudanças no cenário. Dilma e Serra subiram ligeiramente, mas dentro da margem de erro. A petista passou de 44,1% para 44,8% e Serra, de 26,9% para 27,2%. Marina recuou no Sudeste, de 11,2% para 10,9%.

Na Região Sul, Dilma oscilou negativamente de 34,9% para 34,3%. Serra subiu de 36,1% para 39,4% e Marina, de 8,9% para 9,3%.

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