Para Dilma, restos a pagar de Lula se devem a investimentos

Para a candidata do PT, custos que ficarão para o sucessor referem-se, principalmente, a projetos do governo federal

Danilo Fariello, iG Brasília |

Em caminhada neste domingo (8) na Feira da Guariroba, em Ceilândia, no Distrito Federal, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , disse entender como positivo o volume de R$ 90 bilhões que o governo Lula deixará como restos a pagar após o fim do ano. O número é recorde, mesmo se comparado ano a ano, superando o volume deixado de 2009 para 2010, de R$ 72 bilhões. Para Dilma, a maior parte desses “restos a pagar” é de investimentos.

Segundo ela, não cabe comparar o volume de recursos que o governo Fernando Henrique Cardoso deixou em pagamentos remanescentes em 2002 com a situação atual. “Não se investia em 2002. O Brasil estava em crise em 2002. Que história é essa de comparar restos a pagar de 2002 com o Brasil sem taxa de investimento, com queda violenta da atividade econômica, com crise fiscal violenta? Querem comparar um governo regido pelo FMI com um governo que está com o País crescendo a 7%“.

Ela classificou ainda como “eleitoreira” a vinculação de reportagem sobre supostos dossiês do governo com sua campanha. Dilma referia-se à revista Veja desta semana, em quem um ex-diretor da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do  Brasil), Gerardo Santiago, diz ter produzido dossiês contra oposicionistas.

“Não tenho nenhuma relação com a Previ. Eles não têm nada a ver com a minha campanha”, disse a candidata.

Dilma aproveitou a caminhada para desejar feliz Dia dos Pais a eleitores. A Feira da Guariroba tem quase 20 anos de existência, com centenas de comerciantes.

Em entrevista a jornalistas, Dilma também defendeu as doações individuais online à campanha que o Partido dos Trabalhadores pretende iniciar a partir de amanhã .

    Leia tudo sobre: eleições dilmalularestos a pagar

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG