Para Dilma, governo não deve compactuar com invasões do MST

Petista diz que políticas de Lula foram mais eficazes no combate à radicalização do movimento que as de governos anteriores

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

As políticas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva foram mais eficazes no combate à radicalização do Movimento dos Sem Terra (MST) do que a repressão dos governos anteriores, disse na tarde desta segunda-feira a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Segundo ela, o governo não deve compactuar com invasões a propriedades privadas.

“O MST tem muito menos razão para se mobilizar. A maior arma foi a política social muito bem sucedida. Isso configura a verdadeira forma de se combater. Você tira a base. Demos a eles (pequenos agricultores) uma alternativa ao programa do MST”, disse Dilma, nesta segunda-feira, em almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), entidade que reúne 44% do PIB privado do país.

AE
Dilma durante entrevista coletiva promovida pelo Lide
Dilma disse que o governo deve dialogar com o MST, desde que o movimento use métodos pacíficos, e se colocou contra a invasão de propriedades privadas, uma das principais práticas do MST.

“Não acho que tem que compactuar com invasão de propriedade, mas quando eles estão na paz não há porque não dialogar e negociar”, disse Dilma.

O almoço reuniu 486 empresários, um recorde na história do Lide que, no dia 26, vai receber o candidato tucano, José Serra.

Depois de uma exposição sobre seus planos de governo, Dilma respondeu a perguntas dos empresários. Os principais temas foram reforma tributária, infraestrutura, saúde, MST e política externa.

Em uma crítica indireta a Serra (que acusou o governo da Bolívia de facilitar o narcotráfico para o Brasil), Dilma disse que governantes não devem emitir suas opiniões pessoais sobre os outros países “a não ser quando quer romper relações”.

Minutos depois, fez exatamente o que havia criticado ao condenar a invasão do Iraque pelos EUA. “Não acho correta a invasão do Iraque. Aquilo causou o maior tumulto no em todo o Oriente Médio”, afirmou.

Durante entrevista coletiva, um repórter estrangeiro disse que Dilma é Brasil, enquanto Serra estaria mais alinhado aos interesses dos EUA, e perguntou o que a candidata pensava sobre a comparação. Dilma respondeu: “da minha parte posso dizer que, se ganhar, ganha a posição brasileira”.

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