Anastasia diz que candidato do PMDB demonstra total desconhecimento dos números e investimentos do estado

O debate da TV Alterosa foi o mais acirrado
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O debate da TV Alterosa foi o mais acirrado
No debate entre candidatos ao governo mais acirrado da campanha eleitoral de Minas Gerais, o candidato Hélio Costa (PMDB) acusou o governador Antônio Anastasia (PSDB) de omitir verbas que já estão aprovados pelo Governo Federal para obras no estado.

A questão foi levantada quando o tucano perguntou a Costa “porque as verbas para o metrô não saíram até hoje se ele próprio havia afirmado em março deste ano que o dinheiro seria liberado”. “É lamentável que o governador do estado diga que não há dinheiro para obras, sendo que o dinheiro está liberado e será utilizado no próximo governo”, disse Costa.

Anastasia, ao contrário da postura defensiva que havia adotado nos três debates realizados nos últimos dez dias, respondeu que o candidato do PMDB “demonstra grande desconhecimento” dos números do estado. “Está enganado o candidato Hélio Costa sobre os números do estado. Nós temos muita tranquilidade para falar porque conhecemos a fundo todos os dados de Minas”, afirmou.

Sem limite de perguntas entre os candidatos, Costa dirigiu suas perguntas à Anastasia. Logo no primeiro questionamento, quis saber como o tucano se “sentia”, como filho de professor e de funcionário público, de ser considerado como “principal inimigo” do funcionalismo público de Minas. “A pior greve dos professores do país foi aqui em Minas que tem o pior salário médio da educação nacional”, afirmou.

O tucano respondeu afirmando novamente que Costa não tem informações corretas sobre a gestão do estado. “Criamos vários benefícios para os professores de Minas. É claro que ainda há muito por ser feito, mas o que há na verdade é que alguns segmentos fazem oposição. Nós temos muita tranquilidade e os professores são testemunhas. Mais uma vez, o desconhecimento do candidato. Nossos salários não são os melhores, mas já avançaram e vamos continuar avançando sempre com responsabilidade na gestão pública”, disse.

Na sua pergunta, Anastasia também se dirigiu a Costa e questionou porque ele quando no Senado não votou a favor de um salário mínimo maior do que o proposto pelo Governo Federal. “Na verdade, o voto dele (Hélio Costa) foi junto com a bancada federal. As propostas dele são uma para o Brasil e outra para Minas”, afirmou.

Hélio Costa rebateu que o Brasil saiu de um salário mínimo de R$ 200,00 no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso para outro de mais de R$ 500,00, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O salário do presidente dele (Anastasia) foi um dos piores do mundo. Atualmente, o salário pode não ser o melhor, mas já melhorou muito e tenho orgulho de fazer parte de um governo que trabalhou por isso. Tenho orgulho do meu voto e das minhas escolhas”, declarou.

Costa questionou Anastasia a respeito do IPSEMG

Na vez de Costa, ele perguntou ao tucano porque seu governo deu muito pouca atenção Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), que é uma entidade de atendimento médico e de previdência mantida pelo governo de Minas para os funcionários públicos estaduais, fundado ainda na década de 40. “O que ficou faltando? A gestão do instituto não funcionou ou o seu modelo de gestão é que não funcionou? O IPSEMG que o candidato Anastasia cita é outro diferente da realidade. O candidato vem sempre com números e estatísticas que não condizem com a realidade. Basta perguntar a qualquer funcionário público se ele está satisfeito com a gestão atual e nós sabemos que a resposta será não”, afirmou.

Anastasia respondeu que recebeu o IPSEMG depois de uma crise de mais de 15 anos na entidade e que, apesar disso, conseguiu recuperá-la com “investimentos na interiorização da saúde e na ampliação do atendimento médico”. “Nós investimos em várias áreas da saúde dos funcionários públicos, mas a gestão que nós aplicamos em Minas e no IPSEMG é aquela que é citada pelo Banco Mundial e por outros governos estaduais que vêm a Minas para saber o que estamos fazendo. A gestão que não queremos aqui é a gestão do Correios, que provocou o ‘apagão’ postal e que é citada pelo Governo Federal. Esse é o modelo que não queremos em Minas”, rebateu Anastasia.

O debate foi promovido pelos Diários Associados e pela TV Alterosa na noite desta sexta-feira (24/09), em Belo Horizonte, e contou com a participação de outros dois candidatos, Luiz Carlos (PSOL) e José Fernando (PV). Agora, resta apenas mais um encontro, que será realizado na próxima quinta-feira (30), promovido pela TV Globo, há três dias das eleições.

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