Para Alvaro Dias, decisão de Osmar já foi anunciada

Coligações esboçadas no Paraná continuam incompletas; para senador tucano, posição do pedetista já está definida: apoiará o irmão

Francisco Camargo, iG Paraná e Gabriel Costa, iG Brasília |

Como o PMDB e o PT não fecharam integralmente suas chapas nos encontros do fim de semana, as principais coligações esboçadas no Paraná continuam incompletas, a dois dias do prazo para sacramentar as convenções. A indefinição se arrasta há semanas, no caso do senador pedetista Osmar Dias. Pelo calendário, o registro das candidaturas vai até o dia 5 de julho, para, no dia seguinte, ter início oficialmente a campanha.

A indefinição do pedetista Osmar Dias foi o primeiro episódio a travar as coligações. E agora agravada sob o argumento de que, caso seu irmão, senador Alvaro Dias, do PSDB, venha a ser confirmado como vice na chapa presidencial de José Serra, ele não poderia disputar a eleição em uma chapa adversária. Do próprio Osmar, não se sabe com quem poderá se coligar ou mesmo se tentará a candidatura independente, sem apoiar ninguém ao governo. Para complicar ainda mais a situação, surgiu o veto do DEM ao senador tucano, questão ainda a ser resolvida por José Serra.

Em entrevista à rádio CBN nesta segunda-feira, no entanto, Alvaro disse acreditar que a decisão do irmão já foi definida: "Todos sabem de minhas relações fraternais e, além do sangue, políticas com Osmar. Nós sempre estivemos juntos, embora em partidos diferentes. Isso tem criado dificuldades, e exige um trabalho de engenharia política", admitiu o senador.

"Mas é isso que se calcula, que estaremos juntos novamente. E como o projeto nacional é prioritário, certamente o Osmar estará conosco", prosseguiu Dias. "A decisão dele acho que já está até anunciada. Ele sempre disse: 'Jamais eu e meu irmão vamos nos confrontar.'"

Tucanos paranaenses ainda sem vice
O único nome já lançado ao governo do estado é do tucano Beto Richa, mas a chapa do PSDB ainda está desfalcada do vice e, para o Senado, conta apenas com um nome, o do deputado federal Ricardo Barros (PP). A outra vaga permanece em aberto, à espera do sim de Osmar Dias.

Também a candidatura de Orlando Pessuti (PMDB) ao governo continua pendente. O governador garantiu que só sairá candidato se Osmar Dias resolver não entrar no páreo, caso contrário desistirá para dar apoio ao senador pedetista. Na convenção de domingo, o partido delegou poderes ao diretório estadual para fechar a aliança, o que levou o ex-governador Roberto Requião a dizer que “decidiram pela indecisão”. Requião é pré-candidato ao Senado pelo partido.

No PT do Paraná, a única certeza é a candidatura de Gleisi Hoffmann ao Senado. A palavra final sobre a chapa deve vir amanhã, 29, em convenção do partido, segundo o ministro Paulo Bernardo, que participou do encontro de domingo, em Curitiba. O partido já teria um nome engatilhado ao governo para o caso de Osmar desistir da candidatura em solidariedade ao irmão: Nedson Micheletti, ex-prefeito de Londrina.

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