Candidato ao governo do estado citou caso da venda da Copel e garantiu que "não vão mexer em um centavo" da estatal

 O grande debate da campanha eleitoral no Paraná deve ficar em torno da defesa das empresas públicas. É o que Osmar Dias, candidato ao governo pela coligação A União Faz Um Novo Amanhã (PDT, PMDB, PT, PSC, PR e PC do B) propôs hoje em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, em entrevista coletiva, antes de seguir para Londrina, Norte do estado.

Osmar lembrou o caso do longo processo para a extinção da multa que o estado pagava à União por conta dos precatórios do Banco do Estado do Paraná (Banestado). “Fui o primeiro colocar o nome no abaixo-assinado contra a venda do Banestado. No Senado, passei por cima das divergências políticas e pessoais e me uni ao então governador Roberto Requião e depois ao governador Orlando Pessuti para resolver a questão da multa. Um dia alguém vendeu o banco do Paraná de forma equivocada e deixou uma dívida até 2029. Um banco que financiava a agricultura e os pequenos produtores rurais”, salientou.

O candidato do PDT lembrou que a venda do Banestado deixou como garantia as ações da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e afirmou que não irá permitir que o Paraná perca o controle acionário da estatal. “Perdemos um banco público, que era o propulsor do desenvolvimento econômico do Paraná. Ficamos com uma dívida de R$ 8 bilhões com a União e R$ 1,3 bilhão com o banco Itaú. O que está garantindo esta dívida são as ações da Copel. Ou seja, vendemos um banco e corremos o risco de ter a Copel privatizada. Vamos até as últimas conseqüências para impedir isso. Temos que negociar com o banco Itaú, mas garanto que não vão mexer em um centavo da Copel”, garantiu.

Bolsa Família
Osmar também defendeu a criação de uma agência reguladora para definir as tarifas de pedágio com a participação dos usuários, governo e concessionárias para analisar mensalmente a planilha de investimentos e as obras nas estradas. Outro ponto destacado por Osmar, no encontro nos Campos Gerais, foi a necessidade do fortalecimento das cooperativas e ainda do suporte à agricultura, principal vocação do Estado. E defendeu a união do Bolsa Família à agricultura familiar, de forma que os pequenos produtores possam vender diretamente os produtos aos beneficiários do Bolsa Família com benefício para ambos os lados.

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