Richa tenta colar a imagem do opositor ao MST e Dias lembra de privatizações do PSDB no Brasil e da tentativa no Paraná

Aliados até pouco antes da definição da candidatura de Osmar Dias ao governo do Paraná, os dois principais candidatos no Estado passaram a trocar acusações nos seus últimos eventos de campanha. De um lado, o candidato tucano Beto Richa tenta colar a imagem do pedetista Osmar Dias  - que tem o PT na sua aliança - ao MST, enquanto Dias lembra que o PSDB foi responsável pelas privatizações no Brasil e no Paraná tentou privatizar a Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A política da “boa vizinhança” começou a ser quebrada por Richa, logo depois da sabatina que os dois candidatos passaram pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep, entidade que representa os produtores rurais). Nesta quinta-feira (22), em Londrina, após a inauguração de um comitê de campanha, o tucano fez questão de destacar a ligação de Dias com o PT.

"Todos ouviram as declarações do maior líder do MST, João Pedro Stédile, afirmando categoricamente que se Dilma for eleita presidente vai aumentar o número de invasões no país. E quem está dando palanque para Dilma? Não sou eu. O meu palanque é de José Serra, de coerência e não nos envergonha", disse Beto.

Dias respondeu em uma entrevista a uma rádio de Curitiba. O senador lembrou que o adversário é do partido do presidente Fernando Henrique Cardoso, que privatizou boa parte das empresas públicas do país, que ele mesmo votou pela venda do Banestado e que seu grupo político comandou o processo frustrado de venda da Copel.

“Não existe espaço para quem pensa em vender as empresas públicas do Paraná nem para aqueles que votaram a favor de sua venda”, disse o senador.

Osmar Dias e Beto Richa foram aliados em 2006, quando o senador do PDT disputou o governo contra Roberto Requião do PMDB (hoje candidato ao Senado na chapa de Osmar) e em 2008, quando Richa disputou a Prefeitura de Curitiba contra a petista Gleisi Hoffmann (também candidata ao Senado na chapa de Osmar). O candidato do PDT acusa o tucano de ter quebrado o acordo de apoiá-lo na disputa ao governo e ter abandonado a Prefeitura de Curitiba apenas com pouco mais de um ano de mandato.

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