Osmar Dias apresenta plano de governo no Paraná

Em sua primeira coletiva como candidato, senador diz que não foi indeciso, e sim prudente

Francisco Camargo, iG Paraná |

Na primeira entrevista coletiva como candidato ao governo do Paraná, o senador Osmar Dias (PDT) defendeu nesta quinta-feira um projeto de Estado que leve em conta a preservação das empresas públicas, a ampliação dos projetos sociais e o investimento na educação em tempo integral. Na parte política, afirmou que, a despeito das diferenças, ele e Roberto Requião (PMDB), candidato ao Senado, estão agora unidos “em defesa dos interesses do estado”.

Ladeado pelo ex-governador, que sentou à sua direita, e pela também candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT), à sua esquerda, o pedetista garantiu que não guarda qualquer rancor e que vai apertar a mão de José Serra ainda muitas vezes, "mas não posso me submeter à vontade de outros”.


Personagem de um caso que se arrastou por meses – a sua definição se sairia candidato pela coligação PDT, PMDB e PT ou se aliaria ao PSDB de Beto Richa -, Osmar disse que não foi um grande indeciso ou grande estrategista, mas “grande prudente”. Para a aliança firmada, disse que todos cederam. “É mais coerente lançar meu nome e esperar o julgamento da população. Minha candidatura não é projeto pessoal. É projeto de Estado”, ressaltou.

Articulação e acordos
Perguntado sobre o irmão Alvaro (PSDB), que acabou descartado como vice de Serra, respondeu que não se tratava de uma disputa direta e que não houve ligação nenhuma com o que ocorreu no Paraná. Declarou ainda que “agora temos um projeto, que é o Projeto Paraná, acima de qualquer outro interesse, qualquer divergência que possa haver entre as pessoas que compõem essa aliança”.

Sobre Requião, que o derrotou na corrida ao governo na campanha passada por estreita margem de votos e após troca de duros ataques, Osmar disse que “diferenças ideológicas são importantes para construir um governo plural”.

Ainda sobre os acordos que colocaram o deputado federal Rodrigo Rocha Loures Filho como vice-governador, o senador classificou a coligação de “uma aliança de forças democráticas, e será vencedora”, recebendo total apoio do presidente Lula, que irá participar da campanha “com todas as forças”.

Gleisi Hoffmann disse que a construção da aliança mostra que o diálogo, a paciência, o respeito e a persistência fazem parte das construções democráticas. “Nós conseguimos superar divergências e problemas em nome daquilo que verdadeiramente nos une: o desenvolvimento do Paraná e do Brasil”. E lembrou que o processo para formação da aliança teve início há mais de um ano. “Esse é o momento da vitória da democracia paranaense e brasileira. Muitas pessoas eram céticas, mas insistimos porque acreditamos que esses partidos que estão ajudando a governar o país seriam capazes de disputar a eleição e continuar os avanços no Paraná, disse.

O ex-governador Roberto Requião, defendeu a aliança em favor do desenvolvimento do Paraná. “Posso dizer a vocês que esta unidade foi necessária para a manutenção das políticas públicas e evitar o retrocesso do Paraná em relação aos avanços que tivemos comparando a nossa administração contra as que nos antecederam. Divergências do passado foram superadas. Faço a previsão de que, em 15 dias, as pesquisas de opinião estarão dando uma dianteira considerável ao candidato da nossa coligação”.

Agora, o registro
Ontem, dia 30, foi o último dia do prazo previsto pela legislação para a definição de candidatos, com o fechamento das coligações. Beto Richa (PSDB) fechou um grupo de 12 partidos, entre eles o DEM, PTB, PP e PPS. A coligação de Osmar Dias (PDT) vai de PT, PMDB, PSC e PC do B.

O registro dos candidatos deve ser feito até segunda-feira,5, no Tribunal Regional Eleitoral, para o início da campanha terça-feira, dia 6.

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