Proposta prevê valor 12% maior que o orçamento deste ano para o Estado de São Paulo

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A equipe de transição do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), já cogita mudanças pontuais no Orçamento do Estado de 2011. A proposta, que está em tramitação na Assembleia Legislativa, é de responsabilidade dos tucanos Alberto Goldman e José Serra e está projetada em R$ 140,6 bilhões, 12% superior ao Orçamento deste ano.

"A proposta contempla todas as demandas. Mas talvez exija um ajuste aqui, uma modificação ali", disse o coordenador do grupo de transição de Alckmin, o deputado estadual Sidney Beraldo.

Ontem, técnicos das secretarias de Estado do Planejamento e da Fazenda foram à Assembleia Legislativa para iniciar conversas com lideranças partidárias da base governista, com integrantes da Comissão de Finanças e Orçamento e da presidência da Casa sobre a proposta orçamentária e iniciar encaminhamentos de discussões sobre o que pode e deve ser mudado para nortear o planejamento da nova gestão.

"Estamos compatibilizando o Orçamento que está na Assembleia Legislativa com os compromissos anunciados na campanha eleitoral", explicou Beraldo, sem detalhar quais as áreas que terão verba remanejada. Mas deu uma dica. "O foco são as prioridades nas regiões metropolitanas do Estado, onde tem quase 80% da população paulista e onde estão concentrados os maiores problemas."

"Trabalhamos para ter mais informações sobre o Orçamento. A arrecadação é bastante positiva e teremos um importante Orçamento para o ano que vem", afirmou Alckmin. Os atuais secretários estaduais têm prazo até o dia 10 para entregar relatórios com dados de suas pastas para a equipe de transição, mostrando prioridades já agendadas para 2011 e projetos que ainda precisam sair do papel.

Tramitação

O projeto do Orçamento 2011 chegou à Assembleia no dia 30 de setembro. Segue agora na Comissão de Finanças e Orçamento para elaboração de parecer. Nessa fase, os parlamentares podem apresentar emendas. No Orçamento anterior, vigente agora em 2010, foram feitas aproximadamente 11 mil emendas. O relatório final, com todas as emendas incorporadas, deve ser votado em plenário até o dia 15 de dezembro.

* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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