Geddel Vieira Lima taxou as notas de humilhantes; secretário de educação comemora crescimento de 2,9 para 3,3

O baixo desempenho da educação baiana no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi alvo de duras críticas por parte da oposição ao governador da Bahia. Taxando as notas de humilhantes, o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) afirmou, por meio de nota oficial, que o desempenho da educação baiana no Ideb mostra que o Estado é incapaz de melhorar no setor. O secretário de Educação da Bahia, Oswaldo Barreto, lamentou a declaração e argumentou que houve um crescimento de 2,9 para 3,3. Barreto não pretende contestar as notas junto ao IBGE.

A Bahia apareceu com seis cidades entre as 10 que têm pior nota na avaliação entre todos os municípios do Brasil. A informação foi usada para que o candidato do PMDB ao Governo do Estado, Geddel Vieira Lima, lamentasse como a gestão de Jaques Wagner trata a Educação no Estado. O candidato da oposição prometeu, se eleito, tratar o assunto com verdadeira prioridade e sem maquiagem dos números. “Para se ter uma idéia da nossa defasagem, nesse ritmo, apenas em 2015 a Bahia ultrapassará a meta atual de 4,2 e chegará à nota 4,4 nas séries iniciais”, afirmou Geddel.

O secretário respondeu às críticas com números. Afirmou que a Bahia teve, oficialmente, um crescimento na nota de 2,9 para 3,3 e que isto precisa ser comemorado. Barreto argumenta que o desempenho se deve a uma priorização da educação como não havia em governos anteriores e que, hoje, o Estado tem um ambiente “extremamente favorável” à expansão do Ideb.

O secretário não pretende contestar as notas junto ao IBGE, ainda que a avaliação do município de Apuarema tenha sido classificada como a pior do Brasil. De acordo com ele, houve um erro de ranqueamento porque a Secretaria de Saúde do Município não entregou a avaliação do Censo Escolar, que define a nota do Ideb juntamente com o desempenho obtido pela cidade na Prova Brasil. “Faltam dados e por isso Apuarema foi para a última posição”, justificou Barreto sinalizando que deve pedir às Secretarias de Educação uma intensificação do trabalho para aumentar as notas dos alunos e para informar corretamente o IBGE durante o Censo.

Paulo Souto (DEM), terceiro candidato mais forte à sucessão, preferiu não entrar na polêmica. Segundo sua assessoria de comunicação, a campanha fará uma análise mais cuidadosa dos fatos e se manifestará sobre o assunto na semana que vem com propostas mais sólidas para a área de Educação. O candidato do PV, Luiz Bassuma, não foi encontrado para dar declarações.

Uso político
Oswaldo Barreto lamentou o que chamou de “uso político” da divulgação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo Barreto, é preciso ter cuidado ao usar uma informação desse tipo. “Há professores, pessoas que têm sua vida girando em torno da educação, que podem ser prejudicadas”, advertiu.

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