Oposição deve acionar MP hoje para investigar Erenice

Representação pede providências cabíveis sobre denúncias ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel

Agência Estado |

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A oposição pretende acionar hoje à tarde o Ministério Público Federal (MPF) para investigar denúncias de que a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra - tida como braço direito da presidenciável petista Dilma Rousseff (PT) - estaria envolvida num esquema de lobby no governo. De acordo com revelações feitas na matéria de capa da última ediçao da revista Veja , o filho da ministra, Israel Guerra, teria feito lobby para empresas aéreas interessadas em firmar contratos com os Correios.

Além disso, uma irmã de Erenice teria autorizado a contratação de escritório de advocacia de um irmão delas, sem licitação. Para a oposição, as informações reveladas até aqui não deixam dúvida "de que todas as condutas criminosas possuem, em sua gênese, estrito vínculo com a candidata à Presidência, Dilma Rousseff , então ministra de Minas e Energia e posteriormente ministra da Casa Civil". O documento, assinado pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, João Almeida (BA), pelo vice-líder da sigla no Senado, Alvaro Dias, e pelos deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Raul Jungmann. (PPS-PE).

A representação pede ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a "adoção das providências cabíveis a respeito de graves fatos, amplamente divulgados na imprensa nacional". "Diante de fatos tão graves é necessário que seja investigado e esclarecido se a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, realmente utilizou-se de seu cargo para viabilizar negócios em agências e empresas públicas para beneficiar seu filho, Israel Guerra, ou qualquer outra pessoa", diz trecho do documento.

O grupo oposicionista pediu uma audiência com Gurgel para entregar pessoalmente a representação, mas ainda espera a confirmação do encontro. Há menos de seis meses no cargo, Erenice foi secretária executiva da Casa Civil quando Dilma era ministra, de junho de 2005 a março deste ano. Antes da Casa Civil, ela ocupou a assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia, também escalada por Dilma.

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