Oito Estados e o Distrito Federal terão 2º turno neste domingo

PSB pode sair da eleição com o dobro de governadores do que conquistou em 2006

Matheus Pichonelli e Cíntia Acayaba, iG São Paulo |

Além de decidir quem será o novo presidente da República, eleitores vão escolher seus governadores neste domingo em oito Estados e no Distrito Federal. A disputa estadual foi levada ao segundo turno em Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia e Roraima, além do DF. 

Se depender das últimas pesquisas de opinião, a nova etapa de votação pode ter como um dos principais vencedores o PSB. O partido, que já garantiu no primeiro turno os governos de Pernambuco, Espírito Santo e Ceará, pode levar ainda Paraíba, Amapá e Piauí. Com isso, pode sair da disputa com seis governadores eleitos, o dobro em relação a 2006. Em comparação, PSDB, PT e PMDB devem manter ou perder ao menos um Estado em relação ao último pleito. 

Na Paraíba , Ricardo Coutinho (PSB) é apontado como favorito a conquistar o cargo de governador, apesar de pesquisa deste sábado apontar que a disputa está tecnicamente empatada, quando considerados os votos válidos. Se vencer, o ex-prefeito de João Pessoa vai protagonizar uma das maiores viradas no País, já que pesquisas ao longo da maior parte da campanha mostravam vitória do adversário e atual governador José Maranhão (PMDB) logo no primeiro turno. Embora o PSB seja aliado do governo federal na esfera nacional, no Estado é apenas o candidato do PMDB que conta com o apoio do presidente Lula.

No Piauí , o socialista Wilson Martins aparece melhor posicionado para vencer a disputa com o tucano Silvio Mendes. No Amapá, onde a Operação Mãos Limpas prendeu o atual governador Pedro Paulo Dias (PP) – que perdeu a reeleição logo na primeira etapa –, o representante da sigla, Camilo Capiberibe, está na frente do rival, Lucas Barreto (PTB). Segundo pesquisa Ibope publicada no dia 30, o socialista tem 49%, contra 43% do rival.

Impactada por uma operação da PF que investigou um esquema de desvios de verbas federais por políticos, empresários e funcionários públicos, a eleição no Amapá foi uma das mais tensas neste segundo turno. Ambos terminaram o primeiro turno com cerca de 28% dos votos. No último debate na TV, Capiberibe lembrou que Barreto tem o apoio do ex-governador e candidato derrotado ao Senado Waldez Góes (PDT), também preso na operação da PF. Já o pessebista teve que responder a questões relacionadas à administração de seu pai, João Capiberibe, entre 1995 e 2002, no Estado.

Sem reeleição

Diferentemente do que aconteceu no primeiro turno, quando o índice de reeleição dos governadores foi recorde, as últimas pesquisas apontam poucas chances de os chefes de Executivos estaduais renovarem seus mandatos. No Pará , por exemplo, o Ibope aponta para o risco de derrota da governadora Ana Júlia Carepa (PT). Ela soma 41% dos votos válidos, contra 59% do ex-governador Simão Jatene (PSDB).

O PT, no entanto, deve garantir o governo do Distrito Federal , onde Agnelo Queiroz aparece à frente da adversária Weslian Roriz (PSC), que assumiu a disputa no lugar do marido Joaquim Roriz, em todas as pesquisas de intenção de votos. Em pesquisa deste sábado, divulgada pelo Datafolha, o petista tem 57% contra 31% de Weslian. Se vencer o Distrito Federal, o PT fica com cinco Estados, mesmo número conquistado em 2006.

Rondônia, por sua vez, tem chance de eleger hoje um outro governador do PMDB. Confúcio Moura é favorito e pode derrotar o governador João Cahulla (PPS). O Ibope aponta que o peemedebista tem 58% dos votos válidos no Estado, contra 42% do adversário.

Fellipe Bryan Sampaio, iG Brasília
Candidatos ao governo do DF tiveram primeiro e único encontro na segunda fase do pleito

Quem está nas frentes das pesquisas mas corre risco de não se reeleger é Anchieta Júnior (PSDB), governador de Roraima , que disputa o governo com Neudo Campos, do PP. Tecnicamente empatados, Anchieta Júnior tem 47% das intenções de voto em pesquisa Ibope publicada neste sábado, enquanto Campos tem 45%.

Em Alagoas , o atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que tenta a reeleição, pode conseguir um novo mandato. Ele chegou à frente dos adversários no primeiro turno e tem vantagem em relação ao ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), seu rival na segunda etapa da disputa. Vilela recebeu 39,58% dos votos, enquanto Lessa (PDT) obteve 29,16%.

De acordo com pesquisa Ibope divulgada no dia 30, o tucano seria reeleito com 48% dos votos, contra 45% do pedetista. A situação de Lessa ficou mais complicada após ele ser indiciado pela Polícia Federal por suspeita de superfaturar obras públicas realizadas pela construtora Gautama. O inquérito da PF aponta superfaturamento em uma obra de macrodrenagem em Maceió iniciada antes da gestão Lessa, que governou o Estado entre 1999 e 2006.

Em Goiás, a disputa também é acirrada. Os candidatos Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB) estão tecnicamente empatados - 46% do tucano contra 44% do peemedebista, dentro da margem de erro. Se o tucano ganhar no Estado, o PSDB mantém seis unidades da Federação, como em 2006, levando em consideração a vitória em Alagoas. Se o PMDB sair vitorioso das urnas em Goiás fica com seis unidades da Federação, também considerando a conquista de Rondônia, uma a menos do que nas últimas eleições.

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