Para OAB, Erenice pode interferir nas investigações sobre o suposto lobby de seu filho para empresa de transporte de cargas

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, defendeu o afastamento imediato da ministra Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, de seu cargo. Ela está sendo investigada pela Comissão de Ética da Presidência da República devido suposta ação de lobby de seu filho, Israel Guerra, em prol de uma emrpesa de transporte de cargas que fechou contratos com os Correios.

De acordo com Ophir, a manutenção da ministra frente a pasta pode interferir nas apurações. “As acusações que se fazem em relação ao tráfico de influência permitido pela ministra Erenice Guerra são gravíssimas (...) Não se pode falar em moralidade, em transparência e em apuração se ela se mantiver no cargo. É necessário que ela seja afastada do cargo, a fim de que haja uma efetiva apuração, sem qualquer possibilidade de influência”, disse.

Ophir ainda alegou que Israel disse prestar serviços de advocacia para empresas com as quais teve contato, o que seria ilegal. “Quanto às intermediações feitas pelo filho da ministra Erenice, Israel Guerra, são inclusive criminosas, porque ele está exercendo, ou pelo menos disse exercer, a advocacia - algo que não pode por ele ser exercido, na medida em que ele não é advogado. Ele estaria aí cometendo um ilícito penal, a falsidade ideológica, e isso tem que ser apurado pelo Ministério Público”.

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