O Amapá exige mudanças, diz Capiberibe

Governador eleito critica corrupção e promete governo de conciliação em favor da sociedade

Menezes y Morais, iG Brasília |

O governador eleito do Amapá (AP), deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB), admitiu que foi favorecido no segundo turno das eleições pela Operação “Mãos Limpas,” deflagrada no estado em setembro pela Polícia Federal (PF), quando foram presos o ex-governador Waldez Góes (PDT) e o atual Pedro Paulo (PP).

Capiberibe foi eleito com 170.227 votos – 53,77% do total – contra 146.383 (46,23%) de Lucas Barreto. Para o governador eleito, sua vitória configura o “sentimento de mudança” da sociedade. E prometeu fazer um governo de conciliação, independente das divergências partidárias, “com o apoio de todas as forças políticas do estado.”

União

“A partir do dia 1º de janeiro precisamos construir um Estado de união, esquecendo as diferenças políticas e trabalhando em benefício da sociedade,” afirmou. Capiberibe tem 38 anos de idade. É talvez o governador mais jovem do Brasil eleito em 2010. Os observadores políticos locais asseguram que Capiberibe tem a tarefa de equilibrar as contas públicas e melhorar a imagem do Estado.

O Amapá vive uma de suas piores crises econômica. Com orçamento de R$ 2,5 milhões o executivo tem a disposição apenas 5% para investimentos em obras de infraestrutura. Apenas de 3% da população dispõe rede de esgoto e 50% de água potável. Capiberibe disse durante a campanha eleitoral que educação e saúde seriam prioridades no inicio do mandato.

Corrupção

Para o governador eleito, a corrupção, além de provocar o enriquecimento ilícito de seus praticantes, retirava do Estado condições de melhorar a vida da população pobre. “Acabando com a corrupção e desperdício de recursos, tenho certeza que o dinheiro aparece para trabalharmos,” afirmou.

Quanto a relação com os prefeitos, disse que será igual com todos, independente de quem apoiou ou não a eleição da coligação PSB/PT e mais 11 partidos no segundo turno. O governador eleito não deve ter o apoio político do senador José Sarney (PMDB). Sarney "lavou as mãos" nas eleições para governador, revelando que votou apenas na presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).

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